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Ciranda Política Nacional

Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
Vilmar Bueno, o ESPETO
há 9 horas
5 min de leitura
Nunes Marques empurra o TSE para o centro das campanhas com mais polêmicas e pesquisas...

Foto: Luiz Roberto/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi empurrado no feriadão para o centro de uma polêmica na campanha eleitoral por atos de seu presidente, o ministro Kassio Nunes Marques. No domingo, atendendo a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ele determinou a retirada do ar do canal no WhatsApp “Exército do Lula”, que já conta com 4 milhões de membros e foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suposta divulgação de notícias falsas. Ao fazer isso, Nunes Marques atropelou o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor do TSE e relator da ação de Flávio, que no sábado havia dado um prazo de 72 horas para que o senador prestasse novas informações. No início da noite de domingo, Cueva anulou a decisão de Nunes Marques, numa decisão classificada por Flávio como “complacência com fake news”. (UOL)

Na segunda-feira, Kassio Nunes Marques voltou à carga, determinando que a área técnica do TSE investigasse o “Exército de Lula” em busca das notícias falsas denunciadas pelo candidato do PL, mas os técnicos não encontraram esse conteúdo, embora apontassem “riscos eleitorais” e preocupação com a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno das eleições. O presidente do TSE também tirou de circulação um jornal produzido pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, Goiás e Distrito Federal, que comparou os programas de Lula e Flávio Bolsonaro. Questionado sobre o impasse, Lula criticou as decisões, dizendo que o presidente do TSE “não pode ter lado”. Nunes Marques e André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral, foram indicados ao STF por Jair Bolsonaro. (g1)

Com a polêmica e sob a acusação de falta de isonomia no TSE, Nunes Marques convocou para hoje uma reunião com representantes das campanhas de Lula e de Flávio. Desde 5 de outubro, o tribunal recebeu ao menos 85 ações com pedidos de remoção de conteúdos produzidos pelo adversário. Levantamento do UOL aponta que as decisões da Corte eleitoral são mais rápidas em favor de Flávio Bolsonaro do que de Lula. (UOL)

E deputados do PT encaminharam ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido de investigação de Nunes Marques por suposto envolvimento com o escândalo do Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro. (CNN Brasil)

A sequência de decisões de Nunes Marques provocou incômodo em uma ala de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, eles avaliam que o presidente da Corte está engajado na campanha de Flávio Bolsonaro. Em agosto, o ministro foi criticado por censurar uma pesquisa Atlas/Bloomberg apontando a queda do candidato do PL após a divulgação de que ele pediu dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. (Folha)

  

Transformada em tema de campanha pelo boato de que seria destituída do posto de Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida foi disputada em seu feriado pelos dois candidatos ao Planalto. O presidente Lula (PT) participou pela manhã de uma missa na capela do Palácio da Alvorada e defendeu o respeito às religiões. “Este pequeno ato religioso que nós fizemos aqui. Sobretudo em um instante em que Nossa Senhora é ofendida por alguns religiosos que não sabem respeitar a religião dos outros”, disse Lula. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é evangélico, compareceu à Catedral de Brasília acompanhado da esposa e do candidato a vice, Alfredo Gaspar. “Hoje é só para agradecer a Deus, agradecer a todo mundo que está orando, que está rezando pelo nosso Brasil”, disse o candidato. (g1)

Composta principalmente por jovens, uma manifestação de apoio a Lula ocupou no domingo doze quarteirões da Avenida Paulista, no Centro de São Paulo. Acompanhado do vice Geraldo Alckmin, de governadores, parlamentares e aliados, o presidente pediu um esforço à militância para convencer quem não compareceu no primeiro turno a votar no segundo. Uma novidade na manifestação foi o trabalho pesado dos “fandoms” — grupos de fãs de diferente artistas — para arregimentar participantes, a ponto de Lula dedicar o primeiro agradecimento “aos fandoms do Brasil”. Após o evento, Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, divulgaram um vídeo fake associando a manifestação ao uso de drogas, mas a imagem seria de fora do Brasil. A campanha do PT acionou o TSE, que determinou a retirada do vídeo. (UOL)

Por determinação da Presidência da República, o sobrevoo de drones durante o ato na Paulista foi proibido. Com isso, o Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP, do Cebrap e da More in Common Brasil, não pôde calcular o número de participantes. Segundo as entidades, é o terceiro ato de campanha de Lula com veto a drones. (Folha)

Uma falha no carregamento das propagandas eleitorais nesta segunda-feira deixou sem áudio o vídeo de Flávio Bolsonaro. De acordo com o TSE, tanto o vídeo do senador quanto o do presidente Lula (PT) subiram sem a faixa de som, mas como a propaganda do petista foi exibida depois, houve tempo hábil para identificar e corrigir o problema. (CNN Brasil)

Mariliz Pereira Jorge: “Depois de um primeiro turno arrasador para a direita, parte da esquerda achou uma culpada para os tropeços do governo: a primeira-dama. A ex-senadora Kátia Abreu reclamou do espaço que Janja ocupa no Planalto, mas o movimento para culpá-la pela paralisia da articulação política, pela comunicação falha e pelo distanciamento do PT do eleitor da periferia é a versão brasileira da velha ‘Síndrome de Yoko Ono’. O que essa narrativa faz? Infantiliza Lula”. Confira a análise na coluna De Tédio a Gente Não Morre. (Meio)

  

O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe e que está em prisão domiciliar. Na decisão, entretanto, Moraes mantém a proibição de ações político-eleitorais e a divulgação, inclusive por terceiros, de manifestos e declarações do ex-presidente. As visitas estavam suspensas desde julho, após Flávio divulgar nas redes uma carta do pai. O senador diz que pretende fazer a primeira visita ainda nesta terça-feira. (Poder360)

Jair Bolsonaro não levou a cabo sua tentativa de golpe de Estado porque os comandantes do Exército e da Aeronáutica se recusaram a aderir à trama, como foi relatado no julgamento no STF. Agora, conta Marcelo Godoy, os generais acreditam que, caso seja eleito, Flávio Bolsonaro terá uma postura mais moderada, sem buscar vingança contra os militares que não apoiaram a trama golpista. (Estadão)

  

Divulgada nesta manhã, a pesquisa BTG/Nexus (íntegra) mostra, no voto espontâneo, Flávio Bolsonaro (PL) com 48%, contra 46% de Lula. Já no estimulado, Flávio tem 48% e Lula 45%. Ambos os resultados estão dentro da margem de erro de dois pontos. Sobre o comparecimento no segundo turno, 85% dos entrevistados já decidiram que irão votar, e 6% estão propensos a comparecer. Somente 4% estão inclinados ou decididos a não votar. (Meio)

  

O PL estuda liberar sua bancada no Senado para a votação da PEC que substitui a escala de trabalho 6x1 pela 5x2, no que deve ser seguido por outros partidos de oposição ao governo. A informação é do senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do bloco de oposição da Casa. A previsão é de que a primeira votação aconteça na quarta-feira e que a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresente um requerimento para que a segunda votação aconteça em seguida. A coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro — que critica a mudança na escala e defende o pagamento por hora — preferia a abstenção, mas os senadores do PL acham melhor se posicionar sobre o tema, uma das bandeiras do presidente Lula. (Globo)

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