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Ciranda Política Nacional

Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
Vilmar Bueno, o ESPETO
há 9 horas
5 min de leitura



Fotos: Luiz Roberto/TSE e Sergio Lima / AFP


Nunes Marques quer soltar Jair Bolsonaro após 2º turno e mais...

Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, pode deixar a prisão mais cedo do que se imagina. O ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, indicado por ele para a Corte, quer pautar para logo depois do segundo turno um pedido de revisão da condenação apresentado pela defesa do ex-presidente e não descarta libertá-lo por liminar. A assessores Nunes Marques tem apontado “exageros” no processo da trama golpista, relatado por Alexandre de Moraes, mas, como atualmente preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só não antecipa o julgamento para não ser acusado de interferir na eleição. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou contra a revisão, afirmando que ela só é cabível em caso de novas provas da inocência do réu. Flávio Bolsonaro (PL) prometeu, caso seja eleito presidente, que o pai subirá a rampa do Palácio do Planalto com ele na posse, mas, como só poderá conceder um perdão presidencial após empossado, seria necessário um movimento como o de Numes Marques para soltar o ex-presidente ainda este ano. (Folha)

Enquanto isso... O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro libertará o pai caso seja eleito presidente e projetou uma possível candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto em 2030. “O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui a quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro”, afirmou Valdemar. (CNN Brasil)

E Bolsonaro pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorize a visita de Flávio Bolsonaro, que foi proibido de ver o pai por 90 dias, depois que divulgou uma carta do ex-presidente nas redes sociais. Na solicitação, a defesa alega ao ministro que a visita de Flávio teria caráter apenas familiar. (UOL)

No dia seguinte às eleições, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que “nenhuma pretensão de poder pode prevalecer sobre a soberania popular e a democracia”. A declaração foi feita durante a cerimônia pelos 38 anos da Constituição de 1988 e pelos 40 anos do processo constituinte. Fachin destacou o papel do Supremo na preservação do Estado Democrático de Direito diante dos atos de 8 de janeiro. “Nenhuma democracia nasce pronta, e nenhuma se conserva por inércia”, afirmou. (Globo)

Para ler com calma. O STF chegará à nova legislatura diante de um cenário mais adverso no Senado justamente quando enfrenta uma crise interna provocada pelo caso Banco Master. A eleição ampliou a bancada de parlamentares críticos à Corte e favoráveis a medidas contra seus integrantes. A mudança ocorre em um momento de perda de coesão no Supremo. (piauí)

  

Nem bem terminou o primeiro turno e já teve início a reorganização das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o presidente discutiu mudanças na comunicação e na estratégia para tentar avançar sobre o eleitorado de centro, Flávio decidiu preservar a linha que o levou à liderança e iniciou uma ofensiva para incorporar novos aliados. Lula passou a segunda-feira em reuniões em Brasília. A ordem à equipe foi promover mudanças para aproximar a campanha de jovens, mulheres e eleitores de centro. Flávio, por sua vez, passou o dia reunido com a cúpula do PL para definir a estratégia para os próximos 19 dias de campanha. (Globo)

Nos mercados, o resultado do primeiro turno provocou euforia. O Ibovespa subiu 7,70% e alcançou os 206 mil pontos, maior nível de sua história. Até esta segunda-feira, a Bolsa de São Paulo jamais havia superado a marca dos 200 mil pontos. O dólar seguiu na direção oposta e fechou cotado a R$ 5, com queda de 4,12%. No exterior, o presidente americano Donald Trump afirmou que a vitória parcial de Flávio Bolsonaro foi “impressionante, apesar de apertada”. (Globo)

Na tensa reunião com a cúpula de sua campanha, Lula determinou uma reformulação na estratégia para o segundo turno. A ordem é “mudar tudo” na comunicação para tentar se aproximar principalmente de jovens, mulheres e eleitores de centro. A coordenação da campanha também será ampliada, com maior participação de partidos aliados, entre eles o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e de lideranças do Nordeste, como Camilo Santana. Internamente, dirigentes do PT atribuem parte dos problemas ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Uma das principais críticas envolve a decisão de proibir todas as apostas online às vésperas da eleição. Segundo relatos, Sidônio defendeu a medida apesar das resistências do presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, e do Ministério da Fazenda. (Estadão)Lula avalia chamar o publicitário João Santana para integrar a equipe de marketing, enviando emissários para sondar o marqueteiro. Atualmente, o marketing de Lula é comandado por Raul Rabelo, sócio de Sidônio Palmeira. A troca de comando é defendida por uma ala do PT e por integrantes do governo. (Metrópoles)

Em outra frente, Lula avalia anunciar Geraldo Alckmin como ministro da Fazenda de um eventual novo mandato. A medida é defendida por aliados como forma de sinalizar compromisso fiscal ao mercado e ampliar a aproximação com eleitores de centro. A proposta conta com apoio de integrantes do governo e da campanha, mas Lula ainda não teria sido convencido a adotá-la. (Globo)

Na reunião com aliados, Lula afirmou que sua candidatura é a única “antissistema” na disputa presidencial e criticou o que chamou de “promiscuidade” no STF após as recentes denúncias envolvendo a Corte. Lula também defendeu uma reforma no Judiciário e uma mudança no modelo de escolha dos ministros do Supremo. (g1)

Já a campanha de Flávio Bolsonaro vai receber um apoio de peso no segundo turno. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que vai se dedicar à campanha de Flávio e ajudar a definir a estratégia para ampliar a votação do candidato no estado. Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado mais votado na história do país, afirmou que também pretende participar da organização da campanha nacional. (g1)O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), derrotado no primeiro turno, vai declarar apoio a Flávio Bolsonaro hoje em Goiânia. O governador eleito Daniel Vilela (MDB) também participará do ato e formalizará apoio ao candidato do PL. (UOL)

E o ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Em publicação nas redes sociais, Temer associou seu apoio a uma demanda por mudança na política brasileira e afirmou que Flávio representa uma “reconexão”. (CNN Brasil)

Pedro Doria: “A esquerda brasileira passou quatro anos convencida de que tem um problema com a elite. Não tem. A elite votou nela com gosto. O problema do PT, nesta eleição, é com o brasileiro médio. É com a periferia que acorda cedo e trabalha. O trabalhador votou na direita”. A análise no Ponto de Partida. (Meio)

  

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve o calendário de discussão da PEC que extingue a escala de trabalho 6x1, uma das bandeiras de campanha do presidente Lula. Estão marcadas três sessões presenciais ainda esta semana para aprovar um calendário acelerado de tramitação da medida, já aprovada na Câmara. Contrária à redução, a oposição articula não comparecer às sessões nem dar quórum para votações. (g1)

  

No Rio, a eleição será definida pela Justiça. Nesta segunda, Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Seus advogados afirmam que a decisão foi tomada de forma “livre, expressa, consciente e irretratável”. A decisão abre caminho para que seus votos sejam retirados do cálculo dos votos válidos, o que pode levar à vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno. A decisão final cabe ao TSE. (UOL)

  


Domingo, muita gente se surpreendeu com a urna. Quem acompanhou a Pesquisa Meio/Ideia ao longo do ano viu o empate se formar e leu, no relatório de 30 de setembro, o alerta de Maurício Moura para o voto de última hora contra o PT. Pesquisa não é placar. Precisa de análise, e é isso que o Meio faz há dez anos. Quem torna esse trabalho possível são os nossos assinantes Premium, e é com eles que o Meio vai atravessar o segundo turno. O plano mensal custa R$ 15 e não tem fidelidade. Assine.


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