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Álcool ligado a uma em cada 3 mortes por lesões e violência na Europa

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • há 33 minutos
  • 2 min de leitura

Aumentar os impostos sobre o álcool e outros produtos nocivos à saúde poderia salvar vidas e impulsionar a produtividade econômica, de acordo com o Banco Mundial.


Documento da OMS na região mostra que substância tem impactos significativos na segurança, na saúde pública e na vida de jovens, mulheres e comunidades inteiras; Europa tem maior consumo de álcool do mundo.

Segundo um novo folheto informativo da Organização Mundial da Saúde na Europa, OMS/Europa, o álcool continua a ser um dos principais fatores associados a mortes por lesões na região, contribuindo tanto para acidentes sem intenção como para atos de violência e suicídios.

Com base em dados de 2019, o relatório destaca que nenhum outro tipo de substância psicoativa está tão fortemente associado a este tipo de mortalidade.Álcool e mortes por lesões

Durante períodos festivos, quando o consumo de álcool tende a aumentar, os riscos de lesões, violência e mortes evitáveis também se intensificam. De acordo com a OMS/Europa, quase 145 mil mortes por lesões registradas em 2019 na Região Europeia foram atribuíveis ao consumo de álcool. 


Entre os principais fatores estão ferimentos causados pelas próprias pessoas, acidentes rodoviários e quedas. A organização sublinha que o álcool compromete o julgamento, a coordenação e o controle próprio, aumentando comportamentos de risco e a probabilidade de acidentes graves. 


A Europa continua a apresentar os níveis de consumo de álcool mais elevados do mundo, com cerca de 800 mil mortes anuais associadas ao seu uso.


Consumo de álcool associado a maior risco de câncer de fígado.

Violência e impacto social


O relatório identifica uma forte ligação entre o consumo de álcool e a violência interpessoal. Em 2019, cerca de 26.500 mortes por violência interpessoal foram registradas na região, sendo mais de 40% atribuíveis ao álcool. 


Mais de um terço das mortes por suicídio também está associado ao seu consumo. A OMS/Europa destaca que os impactos do álcool vão além de quem o consome, afetando de forma desproporcional mulheres e crianças, também através da violência entre parceiros íntimos, muitas vezes subnotificada.


Riscos acrescidos para jovens

Entre adolescentes e jovens adultos, o álcool representa um risco particularmente elevado. 

Embora consumam álcool com menos frequência do que os adultos mais velhos, são mais vulneráveis ao consumo episódico excessivo, caracterizado pela ingestão de grandes quantidades num curto espaço de tempo. 

Este padrão está associado a um aumento significativo de acidentes rodoviários, afogamentos, quedas, violência e suicídios.

A OMS/Europa alerta ainda para os efeitos do álcool no desenvolvimento cerebral, com consequências a longo prazo para a saúde mental e o bem-estar.


Desigualdades regionais e respostas políticas

Apesar dos progressos registados nas últimas duas décadas, persistem desigualdades marcantes entre países europeus no que diz respeito às mortes por lesões relacionadas com o álcool. 


As taxas mais elevadas concentram-se em países da Europa Oriental, onde, em alguns casos, mais de metade das mortes por lesões estão ligadas ao consumo de álcool. 

Estas diferenças refletem padrões de consumo distintos e a robustez das políticas de controlo do álcool. A OMS/Europa sublinha que enfrentar estes impactos continua a exigir respostas consistentes e sustentadas, centradas na prevenção e na redução de danos.


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