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Ó abre alas: o bloco dos traídos entra em cena na política de Joinville e SC

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • 9 de fev.
  • 2 min de leitura

“Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim

Ó, meu bem, não faz assim comigo, não

Em clima de carnaval a marchinha conta a história de alguém que foi descartado e com a rejeição tenta na insistência conquistar alguém, mesmo sem sucesso. 

E os sambas clássicos com temática de carnaval estão cheios de decepções amorosas como a letra da música Retalhos de Cetim cantada por Benito de Paula. 

“Ensaiei meu samba o ano inteiroComprei surdo e tamborimGastei tudo em fantasiaEra só o que eu queriaE ela jurou desfilar pra mim

Minha escola estava tão bonitaEra tudo o que eu queria verEm retalhos de cetimEu dormi o ano inteiroE ela jurou desfilar pra mim


Mas chegou o carnavalE ela não desfilouEu chorei na avenida, eu choreiNão pensei que mentia a cabrocha, que eu tanto amei.” (clique aqui para ouvir)

As duas clássicas composições embalam o que tem sido chamado de bloco dos traídos na política de Joinville e Santa Catarina. E tem traição para todos os gostos. Começou com o governador Jorginho Mello que deixou o MDB no meio da avenida, jurando amor e embarcou nos braços do prefeito de Joinville, Adriano Silva. A decepção dói. O MDB recolheu rápido o choro e ainda lambe as feridas. Já procura um novo amor que não seja de carnaval. 

A decisão do novo par Jorginho-Adriano não criou só reflexos estaduais. Também houve acusação de traição em Joinville. O PSD começou um relacionamento que parecia duradouro com o partido Novo. Se abraçaram em 2024 para a reeleição do prefeito Adriano e ainda este ano procuraram reforçar os laços para 2026. Porém, o PSD sentiu o golpe fundo de quem “jurou desfilar pra mim”. 


Não adianta chorar o amor da colombina no meio da multidão

Na política ninguém tem cadeira cativa. Esse ensinamento serve para o MDB, para Caroline De Toni (PL) ou para o PSD. Não adianta ficar cantando em alto e bom som que  “você tem que me dar seu coração”. É preciso reforçar e fazer novo pacto. Política tem regras próprias e em ano eleitoral há vários desdobramentos que se movem conforme a estratégia partidária. Interesses individuais devem, e precisam, ser deixados de lado. E é o que tem em comum entre os traídos MDB e Carol de Toni: o interesse individual.


O que você combinou no passado pode ser mudado, as expectativas são outras, os novos planos surgem e tem que fazer um DR (discutir relacionamento) com frequência. Caso contrário corre o risco de ficar sozinho no meio da avenida ou ficar chorando pelo amor da colombina no meio da multidão (trecho da música Máscara Negra, outra marchinha que também cabe bem que você pode ouvir pra relembrar).


Com informações de; https://upiara.scc10.com.br/

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