Segundo Trump, Maduro foi capturado em um local que 'parecia mais com uma fortaleza do que com uma casa'
- Vilmar Bueno, o ESPETO

- 3 de jan.
- 2 min de leitura

Há 6 minutos - “Foi uma operação brilhante, de verdade” diz Trump
Foi com essas palavras que Donald Trump descreveu a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por forças armadas dos Estados Unidos na madrugada deste sábado.
A ação ocorreu após um ataque militar americano de grande escala contra alvos em Caracas e em outras regiões do país, com registros de explosões e aeronaves voando em baixa altitude.
Segundo relatos, a operação envolveu a Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA.
Autoridades venezuelanas, incluindo a vice-presidente Delcy Rodríguez, exigiram provas de que ele está vivo e classificaram a operação como um ato de agressão.
Ao mesmo tempo, fontes da oposição venezuelana sugerem que a saída do presidente pode ter envolvido algum tipo de negociação.
Mas e agora, o que acontece?
1. Na política
Fim abrupto do regime chavista após mais de duas décadas, criando um vácuo de poder;
Constitucionalmente, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiria, mas a legitimidade do governo restante é questionada internacionalmente;
Possibilidade de transição para um governo interino mais alinhado com a oposição (como María Corina Machado ou Edmundo González), com potencial para eleições livres e reconstrução democrática. María Corina e oposição já se colocam prontos para assumir o controle do país.
2. Na economia
Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. A produção atual (1,1 milhão de barris/dia) não foi significativamente afetada nos primeiros relatos (instalações da PDVSA intactas), mas uma transição caótica poderia causar disrupções temporárias.
Curto prazo: possível volatilidade nos preços do petróleo, com alta inicial por incerteza (especialmente no crude pesado exportado para China e Índia).
Longo prazo: se as sanções americanas forem suspensas e investimentos estrangeiros retornarem, a produção poderia aumentar substancialmente, pressionando preços para baixo e beneficiando consumidores globais (alinhado ao objetivo de Trump de manter gasolina barata nos EUA).
3. Ao redor do mundo
Condenações fortes: Rússia, Irã, Cuba e aliados (como Honduras) denunciaram como “agressão imperialista”, violação da soberania e do direito internacional.
Apoio: Presidentes como Javier Milei (Argentina) saudaram como “avanço da liberdade”. Outros líderes de direita na região veem positivamente.
Enfraquecimento do eixo antiocidental: Maduro era aliado chave de Rússia, China, Irã e Cuba (apoio financeiro, inteligência e ideológico). Sua remoção reduz influência desses países na América Latina e pode isolá-los mais.
E o que realmente fica claro: Trump realmente cumpre sua palavra, já que desde o início de sua campanha havia dito que capturaria Maduro, mesmo com especialistas dizendo que seria improvável.
O americano também manda um sinal claro de que vai agir diretamente contra ditaduras e qualquer indício de comunismo em seu “quintal” — o Ocidente.




