Repercussão política sobre a chapa para o governo do estado com Jorginho - PL e Adriano Silva – NOVO, prefeito de Joinville
- Vilmar Bueno, o ESPETO

- há 5 dias
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São Bento do Sul - 23/01/2026 - Até dezembro, o nome do deputado federal e secretário de agricultura, Carlos Chiodini – MDB, havia sido anunciado publicamente como vice de Jorginho. Isso sem falar que o senador Esperidião Amin – PP, também fica fora da chapa, já que Jorginho vai de Carlos Bolsonaro - PL e Carol de Toni – NOVO ao senado.
O blog do espeto ouviu algumas importantes lideranças políticas da região.
Senão vejamos:

Vice-prefeito de São Bento do Sul, Dr. Tirso – União Brasil – “Estávamos esperando por algo assim e a possibilidade do União e o PP apoiarem o Rodrigues. Não existe vaga ainda para o Esperidião. Vamos aguardar”.

Silvio Dreveck – PP – Secretário de Indústria Comércio e Serviços no governo de Jorginho Mello. - “Acredito que estaremos juntos”.

Vereadora de São Bento do Sul, Terezinha Dybas – PSD – "Penso que todas as demais forças políticas vão formar um bloco para disputar as eleições com o Jorginho/Adriano. Vai ser uma disputa de gente grande”.

Presidente do MDB de São Bento do Sul, Luiz Sieves – MDB - “Jorginho não é uma pessoa de confiança, eu sempre fui contra essa aliança do MDB com o Jorginho, prefiro uma coligação com o João Rodrigues, já que neste momento não é mais possível fomentar uma candidatura viável dentro do nosso partido. Somos o maior partido do estado e devemos ser protagonistas e não coadjuvantes mesmo que ainda a onda bolsonarista seja muito forte”.

Vereadora de Papanduva – Mariângela Senna – MDB – Pois, essa decisão pegou boa parte da direção estadual do MDB de surpresa, especialmente porque nomes como do próprio Chiodini eram cotados e até já vinham sendo mencionados publicamente com essa vaga.
Entre os emedebistas a opinião típica tende a ser algo como decepção e frustração por termos sido preteridos depois de negociações e expectativas anteriores. Ainda, há aqueles que criticam, pois é uma articulação percebida como pouco leal, por parte de um aliado que havia sinalizado compromisso de indicar uma um vice emedebista.
Agora a tendência é reavaliar alianças, pensando em manter a relevância política do partido dentro de Santa Catarina mesmo sem a vice candidatura. Na minha opinião, ainda tem muita água pra rolar debaixo da ponte. O cenário está longe de estar fechado e a política é dinâmica. Alianças se constroem e se desfazem até o último momento.”

Vereador de São Bento do Sul, Diego Niespodzinski, o Diego da Academia – MDB – “Tenho acompanhado atentamente os debates, fóruns e discussões internas, inclusive nos grupos da Juventude do MDB de Santa Catarina. Embora essa decisão do governador, de o MDB não integrar a chapa ao Governo do Estado tenha causado surpresa para alguns, essa possibilidade já vinha sendo levantada há bastante tempo. Na política, sabemos que cenários mudam rapidamente, e alianças nem sempre se concretizam como inicialmente esperado.
Diante da forma como o processo se desenrolou, entendo — e compartilho da posição que vem sendo majoritariamente difundida — que o caminho mais coerente neste momento é o desligamento e o afastamento do MDB do Governo do Estado. Acredito que essa ruptura se tornou inevitável, especialmente pela ausência de uma condução alinhada às expectativas históricas e políticas do partido.
Dentro da Juventude do MDB catarinense, essa visão é predominante, embora existam setores que defendam maior cautela e aguardem um posicionamento oficial do diretório estadual e da executiva. Ainda assim, há um sentimento claro de que o MDB precisa definir seu rumo com transparência e firmeza. Trata-se de um partido com o maior número de prefeituras em Santa Catarina, uma força política que não pode permanecer à sombra de extremismos nem agir com omissão diante do atual cenário.
Na minha avaliação, uma eventual aproximação com João Rodrigues poderia ser um caminho coerente e politicamente lógico, inclusive com a possibilidade de uma composição como vice ao Governo do Estado. Contudo, não há hoje informações concretas ou fontes seguras que indiquem que essa articulação vá se consolidar, até porque o próprio João Rodrigues demonstra reservas quanto a uma coligação com o MDB nesse formato. Além disso, movimentações recentes do atual governador com outros partidos podem influenciar diretamente essa equação política.
De forma muito sincera, reconheço que não tenho a longa trajetória política de alguns atores envolvidos nesse debate, mas acredito firmemente que o MDB, por sua história e grandeza, precisa reafirmar sua força. O partido é um dos maiores do Brasil e o maior de Santa Catarina, e deve assumir protagonismo.
Defendo que, mesmo com as dificuldades evidentes para 2026, o MDB trabalhe desde já uma chapa encabeçada pelo próprio partido ao Governo do Estado, construindo coligações estratégicas, mas preservando sua identidade. Ainda que 2026 seja um desafio, é fundamental pensar no médio e longo prazo, especialmente em 2030, com um nome consolidado e competitivo para governar Santa Catarina.
Temos bons quadros para isso. Acredito que nomes como Carlos Chiodini e Fernando Krelling possuem potencial, preparo e capacidade para protagonizar esse projeto e conduzir o estado com excelência.
Esse é o meu posicionamento: fortalecer o MDB, assumir responsabilidade política e construir, com coragem e estratégia, o futuro do partido em Santa Catarina.”
Vilmar Bueno - Espeto
Jornalista Profissional- DRT/SC - 3853
Ditetor/Editor Geral
Jornal Trinuna e blog do espeto



