Ratinho diz que “geração dos anos 80 tem que assumir o país” e que eleitor “não pode ficar dependente do Fla-Flu”
- Vilmar Bueno, o ESPETO

- 17 de jan.
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Em entrevista nesta sexta-feira (16) à Rádio BandNews FM nacional, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD) falou sobre sua pré-candidatura à presidência da República e disse que “ a geração dos anos 80 e anos 70 tem que assumir o país.”
Ratinho deu a entrevista no litoral do Paraná, onde vem marcando presença na programação do Verão maior Paraná. Ele disse seu partido, o PSD, tem a obrigação de apresentar uma candidatura ao governo “para discutir o Brasil”. Ratinho falou em virar a página e disse que o eleitor não pode depender do atual Fla-Flu.
Veja trechos do que disse Ratinho sobre a eleição presidencial de 2026 na entrevista à Rádio BandNews FM:
“Eu tenho dito que a geração anos 80, a geração anos 70, tem que assumir o país. Não dá mais pra gente delegar a responsabilidade pras gerações passadas que já fizeram a sua parte. Goste ou não do Lula, ele fez a sua parte com os erros e com os acertos. Goste ou não do Bolsonaro, ele fez a sua parte com os erros e acertos.
E acho que a geração anos 80, nova geração, tem a obrigação de assumir o país e de ajudar a tocar o Brasil. Não dá mais pra delegar essa responsabilidade.E também eu quero fazer parte de um projeto que possa virar a página. Essa página que nós estamos aí acompanhando já há quase oito anos, de briga política, ela não está resolvendo o problema da Dona Maria. Não está resolvendo o problema do seu Zé.
Não está resolvendo o problema da criança que ainda tem uma educação defasada, que não está acompanhando a mudança do mundo.
Vou te dar um exemplo. Aqui no Paraná, quando eu assumi o governo, o Paraná era sétimo lugar no Ideb.Era o sétimo em qualidade de educação. Hoje nós somos o primeiro, há cinco anos já. O primeiro, a melhor educação do Brasil no quadro geral. Hoje os meus alunos têm programação. Porque a profissão do momento, não a profissão do futuro, a profissão do momento é tecnologia. Hoje um jovem na área tecnológica começa ganhando de 7 a 15 mil reais.
O Brasil tem falta de profissionais em cerca de 600 mil vagas abertas por falta de profissional nessa área de tecnologia. Então hoje eu tenho um berçário de mão de obra na área tecnológica dentro das escolas. Tenho meio milhão de alunos aprendendo programação todos os dias.
Nós temos robótica nas escolas.Então, nós temos que ter um olhar, que eu vejo pro país, de acompanhar essa modernização que o mundo vem passando. E o Brasil, não. O Brasil fica olhando pro retrovisor.”
Questionado pelos entrevistadores sobre se a candidatura do senador Flavio Bolsonaro (PL) seria uma virada de página, Ratinho esquivou-se:
“Eu acho que é uma pergunta que tem que ser feita para ele, mas eu acho que é uma opção para a população. Ele representa, vamos dizer assim, um grupo político, um nicho eleitoral que tem que ser respeitado.
O PSD tem a sua obrigação como partido. O que é um partido? O partido é feito de parte da sociedade, né? E ele tem a obrigação de apresentar a candidatura, seja a prefeito, seja vereador, seja deputado, senão não justifica existir um partido. Ele tem que existir para defender uma tese, defender um modelo de projeto. E o PSD alcançou esse tamanho que passa a ser até uma obrigação hoje ter uma candidatura para discutir o Brasil.”
Os entrevistadores também perguntaram sobre a possibilidade de haver mais nomes à direita na eleição deste ano. Ratinho disse que essa possibilidade deve se repetir também na esquerda:
Eu acredito que não vai ter só na direita ou na centro-direita, eu acredito que vai ter mais candidatos inclusive da esquerda. Vai ter outras opções. É natural que tenha, é bom que tenha. É bom para o eleitor, isso. O eleitor não pode ficar dependente do Fla-Flu. O eleitor tem que ter a oportunidade de optar e ouvir outras propostas, de analisar outros cenários e debater o Brasil. O Brasil precisa ser debatido nas suas soluções, num país tão complexo e grandioso como é o Brasil.
Eu defendo que é necessário a gente virar essa página, é necessário alguém que possa apresentar e representar uma geração, uma nova geração. Quando eu falo que a geração das 80, 70 tem que assumir o Brasil, porque nós estamos sendo governados há 40 anos pela geração da década de 50.
Com todo respeito, fizeram a sua parte, muito obrigado. Agora a nossa geração precisa assumir o Brasil. Assumir o Brasil com as suas responsabilidades, com os seus desafios. Então, por fazer parte de uma nova safra da política do Paraná e do Brasil, eu quero fazer parte de um novo projeto.
Se vou ser o escolhido? Não sei. Mas eu tô muito animado em poder ajudar a representar um novo Brasil, uma nova virada de página.”



