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PP e União recusam apoio e ampliam isolamento de Flávio Bolsonaro

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • há 16 horas
  • 4 min de leitura


Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

Um dia após ter ouvido a recusa da senadora Tereza Cristina (PP) a ser sua vice, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foi informado oficialmente de que Progressistas e União Brasil não irão formalizar um acordo em torno de sua campanha. O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, foi quem deu a notícia pessoalmente a Flávio. PP e União formam uma federação, e um partido não pode se coligar com Flávio sem que o outro faça o mesmo. Ciro afirmou ao senador que a avaliação das duas siglas foi de que a neutralidade dará maior liberdade para que seus diretórios estaduais firmem alianças conforme a realidade local. Após o revés com PP e União Brasil, Flávio concentra esforços para buscar o apoio do Republicanos, o único partido com alguma relevância que poderia ajudá-lo a ampliar seu tempo de TV. A negociação, porém, também enfrenta dificuldades. O partido reclama da falta de reciprocidade do PL nas disputas estaduais. (g1)


Em um gesto que demonstra o crescente isolamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, divulgou nas redes sociais um convite para a convenção estadual do partido em São Paulo que vincula o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD). Tarcísio confirmou presença na convenção do PSD, marcada para domingo, na capital paulista. A intenção do governador era participar apenas da convenção partidária, evitando aparecer ao lado do presidenciável do PSD. (Globo)


A três dias da convenção que irá oficializá-lo como candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro ganhou mais uma crise para chamar de sua. O escritório de advocacia do senador emitiu duas notas fiscais que somam R$ 1 milhão em favor da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada como de fachada e utilizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master. As notas, de R$ 500 mil cada, foram emitidas em 7 de abril de 2025 pelo escritório, do qual Flávio é o único sócio. Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório emitiu uma terceira nota fiscal, também no valor de R$ 500 mil, desta vez para a empresa Contábil Correa, ligada à Copenhagen. As duas primeiras notas foram posteriormente canceladas. (Metrópoles)


Enquanto isso, a nova crise familiar envolvendo sua madrasta, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), e seu irmão mais novo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), parece não dar sinais de arrefecimento. Dessa vez quem entrou na briga foi o irmão de Michelle, Eduardo Torres. Em publicações nas redes sociais, Torres ironizou as declarações feitas por Eduardo classificando Michelle como “imatura”, sem citar o parlamentar nominalmente. (UOL)


E não pegou nada bem no Supremo a investida de Flávio Bolsonaro contra as urnas. Ministros do STF criticaram as declarações do senador e classificaram como “graves” e “absurdas” as suspeitas levantadas pelo parlamentar de que o sistema brasileiro teria a mesma origem das urnas utilizadas na Venezuela. O ministro Gilmar Mendes afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é confiável e disse que recorrer a relatórios produzidos por outros países para colocar em dúvida as urnas representa uma interferência indevida no processo eleitoral. (g1)


Ato contínuo, Flávio Bolsonaro divulgou nota afirmando que ele não colocou em dúvida a integridade do sistema eletrônico de votação brasileiro. O comunicado foi publicado após repercussão de declarações feitas por Flávio durante encontro com embaixadores estrangeiros, em que associou as urnas brasileiras às utilizadas na Venezuela. (CNN Brasil)


Aliás... Erramos por aqui: o encontro com diplomatas não foi convocado por Flávio, como escrevemos na edição de ontem. Foi organizado pelo site Brazilian Report em parceria com a Novo Selo Comunicação. Outros candidatos também participaram, separadamente. Mas os outros não mentiram sobre urnas.


Já o presidente TSE, ministro Kassio Nunes Marques, prepara mudanças nas regras de registro das pesquisas eleitorais para as eleições de 2026. A proposta prevê que os institutos preencham um formulário mais detalhado, com informações sobre a metodologia e o perfil dos eleitores que serão entrevistados, além de informar previamente os bairros onde o levantamento será realizado. A iniciativa, no entanto, tem sido alvo de críticas de especialistas, que avaliam que a divulgação antecipada dessas informações pode abrir espaço para interferências externas e tentativas de manipulação dos resultados. (Folha)


Pedro Doria: “Hoje quero falar com você que está cansado de Lula e não é bolsonarista. Você é quase 40% do Brasil — e é você quem pode decidir essa eleição. Vou te mostrar por que Flávio Bolsonaro é o candidato que mais fortalece Lula, por que ele já perdeu cinco pontos só entre as mulheres — e por que, se perder mais cinco, desmonta”. A análise completa no Ponto de Partida. (Meio)


Em tom de campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um novo pacote de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e pelos impactos da guerra no Oriente Médio. Batizada de “Brasil Soberano 3”, a medida amplia as ações de apoio ao setor exportador. Do total, R$ 13,5 bilhões serão provenientes de recursos remanescentes do programa “Brasil Soberano 1” e da renegociação de dívidas rurais. Outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES. Os financiamentos atenderão empresas atingidas pelas tarifas americanas, incluindo os setores de aço, alumínio, automotivo, madeira e máquinas, além de segmentos considerados estratégicos. Também poderão acessar as linhas de crédito empresas prejudicadas pela redução das exportações para países do Golfo Pérsico. (g1)

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