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Planalto acirra discurso ‘Robin Hood’ e parte para confronto com o Legislativo

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • 1 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Nacional

Depois das repetidas derrotas no Congresso, o governo decidiu partir para o ataque. O Palácio do Planalto quer aprofundar a tese de que o Parlamento legisla para os mais ricos e cobra sacrifícios apenas dos mais pobres. Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou o discurso “Robin Hood” que o governo ensaiava desde o início da crise do aumento do IOF. “Nós vamos continuar fazendo justiça social. Podem gritar, podem falar, mas chegou o momento de fazer justiça pelo Brasil”, disse ele.


Na semana passada, o presidente Lula já havia usado suas redes sociais para publicar uma pequena história em quadrinhos no mesmo tom, passando a ideia de que é preciso cobrar mais impostos dos ricos para se fazer justiça tributária no país. No evento de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, Lula deu tração ao discurso: “Nós queremos fazer com que esse país se transforme num país justo, e ele começa a ser justo pela tributação.” (Folha)


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu à ofensiva governista contra o Congresso. Em um vídeo publicado em suas redes sociais na manhã de ontem, o deputado tratou de contra-atacar. Disse ser uma “fake news” o discurso de que o Congresso não olha para o povo e de que tenha traído o governo no debate sobre o IOF. Motta criticou o que chamou de discurso do “nós contra eles” e defendeu a derrubada do decreto presidencial que aumentava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras. “A polarização política no Brasil tem cansado muita gente, e agora querem criar a polarização social”, afirmou o deputado. (Estadão)


Ontem também, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, definiu que o ministro Alexandre de Moraes será o relator de uma ação proposta pelo PSOL para retomar o decreto com as mudanças no IOF, derrubando por via judicial a decisão do Congresso.


O PSOL se antecipou ao próprio governo, que pretende entrar com ação semelhante. (Folha)

Lula determinou à Advocacia-Geral da União que preparasse ação semelhante na tentativa de derrubar o veto do Congresso contra o decreto presidencial. No entendimento do governo, a decisão dos parlamentares é inconstitucional. O advogado-geral da União, Jorge Messias, chegou a alertar Lula de que uma judicialização do caso poderia trazer prejuízos políticos para o governo. Na interpretação de Messias, não haveria razão para o governo entrar com uma ação própria no STF, já que a AGU será convocada a se manifestar por conta da ação apresentada pelo PSOL. (CNN Brasil)


Em meio a uma guerra aberta com o Congresso e com índices de aprovação cada vez mais baixos, Lula começou a semana ganhando de presente uma reportagem bastante

negativa da revista britânica The Economist, ainda uma das publicações mais influentes do mundo. De acordo com a revista, Lula se tornou incoerente em sua política externa ao apoiar o Irã e impopular no Brasil por conta da condução débil do governo. A Economist, que no início do ano afirmou que a esquerda brasileira precisava de Lula para sobreviver, disse que o presidente brasileiro se tornou hostil ao Ocidente. (Economist)


 

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