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‘Não sou fantoche’: PL tenta forçar De Toni a desistir do Senado e oferece vaga de vice de Jorginho

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • 4 de fev.
  • 2 min de leitura

Deputada rejeita convite articulado pela direção nacional do PL, mantém pré-candidatura ao Senado e expõe tensão entre Jorginho Mello e Valdemar da Costa Neto em Santa Catarina.


A deputada federal Caroline de Toni rejeitou o convite para ser candidata a vice-governadora na chapa de reeleição do governador Jorginho Mello e expôs um racha interno no PL de Santa Catarina. A proposta partiu do presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto, mesmo após Jorginho ter anunciado publicamente acordo com o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), para ocupar a vaga de vice.



Valdemar recebeu Caroline de Toni e apresentou alternativas para que ela desistisse da disputa ao Senado. Entre elas, concorrer à reeleição como deputada federal com promessa de liderança partidária futura ou assumir a vice na chapa de Jorginho, o que na prática ignoraria o entendimento já firmado com Adriano Silva.


A movimentação do presidente nacional do PL ocorre em meio a articulações da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Conforme apuração, Valdemar busca acomodar interesses do PP em Santa Catarina, especialmente para viabilizar espaço ao senador Esperidião Amin, dentro de um desenho que garanta alinhamento nacional à pré-candidatura presidencial do PL. Esse contexto ampliou a pressão sobre a composição local da chapa governista.


Caroline de Toni recusou formalmente as propostas. Em conversa exclusiva com o Jornal Razão, a deputada afirmou que não aceita ser vice “em respeito ao Adriano e ao Jorginho”. Ela declarou ainda que avalia seriamente deixar o PL nos próximos dias, por não concordar com a condução da articulação nacional do partido. Segundo a parlamentar, há convites de outras siglas, como Novo, PRD, Podemos, MDB e PSD, embora, no momento, descarte filiação ao PSD.


A recusa ocorre após um histórico recente de idas e vindas. No fim de 2025, quando Jorginho Mello sinalizou prioridade a uma composição com Esperidião Amin e Carlos Bolsonaro ao Senado, Caroline chegou a avançar em conversas para trocar de partido. O movimento foi interrompido após diálogo com o governador, em janeiro, quando Jorginho voltou a endossar sua pré-candidatura ao Senado e informou que aguardava a resposta de Adriano Silva para a vice, confirmada dias depois.


Enquanto Valdemar tentava reabrir a negociação, Jorginho Mello reafirmou publicamente apoio a uma “chapa pura” do PL para o Senado, com Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro. O governador chamou a deputada de “a nossa senadora”, consolidando o discurso de que a última vaga estaria definida a favor dela, e não de Amin.


Nos bastidores, o impasse ganhou contornos mais duros após Valdemar sinalizar que pode intervir no diretório catarinense do PL, caso considere necessário. A possibilidade elevou a tensão entre a direção nacional e a cúpula estadual do partido. Aliados do governador avaliam que uma intervenção colocaria em risco não apenas o acordo com Adriano Silva, mas toda a estratégia eleitoral construída até agora.


Agora, ao oferecer a vice a Caroline de Toni e questionar publicamente a chapa Jorginho Adriano, Valdemar amplia a incerteza sobre o cenário até as convenções partidárias. A definição final deve ocorrer nas próximas semanas, com reuniões em Brasília e novas rodadas de negociação.


Por equipe Jornal Razão

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