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Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações em debate da Band

Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
Vilmar Bueno, o ESPETO
há 1 dia
3 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram um debate marcado por acusações de corrupção, ataques pessoais e provocações envolvendo familiares na noite deste domingo, na Band. No primeiro confronto televisivo entre os candidatos ao segundo turno, os dois evitaram responder a perguntas sobre investigações que atingem pessoas próximas. Flávio explorou as suspeitas envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigados pela Polícia Federal por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. O senador questionou o presidente sobre sua relação com a empresária, que anunciou a intenção de fazer uma delação premiada. Lula respondeu que a PF terá liberdade para investigar qualquer pessoa, inclusive seu filho. O petista, por sua vez, cobrou explicações sobre os R$ 134 milhões que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Flávio não esclareceu o destino dos recursos e limitou-se a dizer que Lula iria gostar do filme. O debate também registrou manifestações da plateia, que exigiram intervenções dos mediadores para restabelecer a ordem. (Folha)

Lula desafiou o senador Flávio Bolsonaro a divulgar seus dados bancários e telefônicos, assim como os de seus familiares. O desafio foi feito no terceiro bloco do confronto, em meio a uma troca de acusações de corrupção entre os candidatos. O presidente propôs que os dois candidatos e suas famílias submetessem as informações à Justiça antes do segundo turno, para permitir que os eleitores avaliassem as suspeitas levantadas durante a campanha. Flávio respondeu que não tem nada a esconder, mas não afirmou expressamente se aceitaria a proposta. Em vez disso, acusou Lula de movimentar recursos financeiros fora de suas contas bancárias. (CNN Brasil)

Veja o que foi verdade, mentira ou exagero no debate da Band. (Aos Fatos)

Confira os principais momentos do confronto entre os candidatos. (BBC Brasil)

O marqueteiro de Lula, Sidônio Palmeira, abordou Flávio Bolsonaro durante um dos intervalos do debate presidencial da Band. Gesticulando e questionando o senador, Sidônio reclamou da estratégia do candidato de se posicionar atrás do presidente enquanto Lula respondia às perguntas. A movimentação de Flávio, no entanto, não contrariava as regras do debate, que permitiam aos candidatos circular pelo palco. (Globo)

Cada grupo viu o debate sob sua ótica. Como conta Malu Gaspar, os eleitores acompanhados pelo comando da campanha petista consideram a postura de Flávio Bolsonaro “infantil” e “desrespeitosa” com o presidente “idoso”. Já o entorno do candidato do PL viu a performance de Lula como “raivosa” e “confusa”. (Globo)

Os eleitores acompanhados pelo cientista político Renato Dorgan, CEO do instituto Travessia, viram o debate como “decepcionante”, “triste”, “vergonhoso”, “infeliz”, “irresponsável”, “uma piada”. Para eles, faltou qualidade e sobrou baixo nível nas discussões entre os dois candidatos. (Estadão)

Josias de Souza: “Flávio Bolsonaro encenou Pablo Marçal. Estava ensaiado para lacrar, não para debater ideias. Produziu recortes em série. E estragou os vídeos alheios. Fez caras e bocas atrás de Lula enquanto ele falava. Desviou das perguntas com provocações. O adversário caiu na cilada. Pior: desestabilizou-se no primeiro round”. (UOL)

O debate alcançou 5,39 milhões de aparelhos conectados simultaneamente ao canal oficial da Band no YouTube.Os números se referem exclusivamente à transmissão da Band no YouTube e não incluem a audiência da televisão aberta ou de outras plataformas. (Poder360)

Enquanto isso... Pesquisa BTG/Nexus (íntegra) divulgada nesta manhã indica que a disputa ficou ainda mais acirrada. Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece com 50,3%, contra 49,7% de Lula. O levantamento mostra ainda que 50,5% dos eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno migraram para senador do PL e 32,4% para o presidente. Entre quem não votou no primeiro turno, 49,3% preferem Lula e 44,1% vão com Flávio. (Meio)

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