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Imersão da academia Fiesc cria novas oportunidades aos moveleiros

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • 23 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Diante dos desafios de competitividade global enfrentados

pelo setor moveleiro, acentuados pelas recentes barreiras

comerciais, está sendo realizada no polo de São Bento do Sul a

primeira imersão da Academia FIESC de Negócios. A proposta é

transformar o impacto econômico em oportunidade: criar novos

produtos, abrir mercados e reposicionar o setor catarinense no

cenário global.


Nos dias 21 e 22 de outubro, na sede do Sindusmobil –

Sindicato das Indústrias Moveleiras, 10 indústrias de São Bento do

Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho receberam informações

estratégicas para um reposicionamento de mercado, com inovação

e diversificação de porflólio. “É uma oportunidade ímpar de

repensar os negócios, melhorar o posicionamento e buscar uma

nova perspectiva sobre o desenvolvimento”, disse na abertura o

vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte, Arnaldo Huebl.

Nesse encontro de dois dias, o designer Célio Teodorico, da

Studio 566 Design e curador da imersão, comandou uma jornada de

conhecimento, abordando design e valor de marca e produto.

Técnicos do Observatório FIESC também compartilharam

informações sobre o panorama do mercado mundial.


Para o diretor da Móveis Paulo, de São Bento do Sul, é
preciso oferecer produtos diferenciados para avançar no mercado.

“Acreditamos que podemos exportar o design brasileiro, adequado

ao país que se pretende atender. Com esse projeto, estamos

abrindo horizontes para entrar em novos nichos de mercado”, avalia

Djoni Kurowsky.


O design é o eixo central da estratégia porque tornou-se uma

das principais vantagens competitivas da indústria. De acordo com

a ApexBrasil, empresas que investem em design aumentam em até

25% o valor percebido de seus produtos e ampliam em média 20%

as exportações.


“Essa imersão está sendo essencial para instrumentalizarmos

de forma mais assertiva a criação de produtos com design

agregado, buscando atender os mercados interno e externo”, diz

Leila Tenfen Vantowsky, diretora da Móveis Caftor de Rio Negrinho.

A diretora da Gromóveis, de Campo Alegre, que está

desenvolvendo a sua plataforma de e-commerce, concorda: O

projeto está contribuindo para adequarmos nossos produtos à

exportação e também para aumentar nossa fatia no mercado

brasileiro”, diz Celiane Grossl Minikovski.


ACADEMIA FIESC DE NEGÓCIOS

A imersão da Academia FIESC de Negócios inclui uma

estratégia comercial ampla. Antes do encontro dessa semana, já

houve o mapeamento individual sobre a realidade e os desafios de

cada empresa participante.


O próximo passo será visita presencial em cada indústria, com

a meta de desenvolvimento o briefing de criação de novos produtos

ou redesenhos. O programa inclui a criação de três projetos por

empresa, alinhados ao mercado e ao horizonte projetado, com

design e maquetes físicas. Além disso, haverá diagnóstico

estratégico individual, estudo de novos mercados e apoio técnico e

de mercado.


Estão participando da imersão as empresas Ativa Indústria de

Móveis, Inter Link do Brasil, Móveis Grossl, Móveis Paulo, Móveis

Serraltense e Móveis Weihermann de São Bento do Sul; Gromóveis

de Campo Alegre; Herli Móveis, Móveis Caftor e Móveis Quater de

Rio Negrinho.


POLO EXPORTADOR

O polo moveleiro de São Bento do Sul, que inclui Campo

Alegre e Rio Negrinho, foi escolhido para iniciar a imersão por ser o

maior exportador nacional de móveis e ter sentido diretamente o

impacto do tarifaço americano.

Segundo dados do Observatório FIESC, entre janeiro e

setembro deste ano, as indústrias da região exportaram US$ 63,574

milhões. Os Estados Unidos foram responsáveis por 50,11% desse

volume. A região possui 312 indústrias de móveis e 86 de madeira,

somando 398 empresas do segmento, que empregam mais de

8.000 trabalhadores.

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