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Em seus redutos, Lula e Flávio abrem campanhas focando em segurança

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • há 9 horas
  • 4 min de leitura

Fotos: Marina Uezima e Charles Sholl / Brazil Photo Press via AFP

A campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo, e os candidatos ao cargo máximo, a Presidência da República, preferiram não correr riscos, escolhendo redutos eleitorais para suas primeiras manifestações. Foi o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que falou diante de um Estádio Primeiro de Maio cheio, em São Bernardo do Campo (SP), onde começou sua carreira como sindicalista nos anos 1970. Lula lembrou a própria trajetória e fez acenos aos jovens, mas principalmente às mulheres, acompanhado no palanque pela primeira-dama Rosângela Janja da Silva e lembrando a história da mãe, Dona Lindu. Antes de o presidente falar, discursaram as candidatas ao Senado Benedita Silva (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). (UOL)

Em seu discurso, Lula disse que concorre ao quarto mandato para que não volte ao poder “uma direita que é responsável pela morte de 400 mil pessoas durante a Covid por irresponsabilidade com a vacina”. O presidente também abordou a segurança pública, considerado calcanhar de Aquiles do governo, prometendo prender os líderes do crime organizado, e defendeu a PEC da Segurança, que tramita do Congresso e dá mais poder à União no combate ao crime. (g1)

Assista ao discurso de Lula em São Bernardo do Campo. (BandNews)

Depois de alguma resistência, Janja reverenciou Marisa Letícia, ex-esposa de Lula, morta em 2017 após um AVC. “Foi ela quem bordou a primeira bandeira do PT e é a ela que eu dedico toda a minha admiração”, disse a primeira-dama. Em um aceno aos evangélicos, ela chamou o cantor gospel Kleber Lucas para acompanhá-la em um dos jingles da campanha. Como conta Thaís Bilenky, assessores de Lula pediam que ela se mantivesse neutra em termos religiosos desde 2022. (UOL)

Flávia Tavares: “Todo o evento de lançamento da campanha foi de aceno à classe média baixa, com seus variados perfis. O candidato não fez ataques duros a grupos específicos. Apresentou seus feitos, sua história combativa e pelos pobres e se direcionou ao público que sabe que vai decidir tudo: a juventude e as mulheres. Só que não apresentou, com isso, nada novo, nada fresco, nada concreto. A ver se, além do retrovisor, Lula vai carregar consigo um projetor”. (Meio)


A praia de Copacabana, tradicional ponto de manifestações bolsonaristas, foi o local escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para lançar sua candidatura ao Planalto. Sem nomes de projeção nacional do partido ou aliados como o pastor Silas Malafaia a seu lado no carro de som, Flávio ressaltou em seu discurso a figura do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pedindo que os apoiadores fizessem uma homenagem a ele. O senador criticou duramente o presidente Lula, escolhendo a segurança pública como tema central, dizendo que o governo “compra briga” com um país a 10 mil km, referindo-se aos EUA, mas não com traficantes. Ele também defendeu seu candidato a vice, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), alvo de uma acusação de estupro de vulnerável. (UOL)

Veja o discurso de Flávio Bolsonaro em Copacabana. (Poder360)

De acordo com o Monitor do Debate Político, da USP, o comício em Copacabana reuniu, em seu auge, 8,9 mil pessoas. Não foi possível avaliar o público do lançamento da campanha de Lula em São Bernardo do Campo porque a organização não permitiu o sobrevoo de drones. (Instagram)

Após o lançamento em Copacabana, Flávio Bolsonaro foi ao estádio de São Januário assistir ao jogo do Vasco, seu time, contra o Santos pelo Campeonato Brasileiro. A presença do candidato dividiu a torcida, com aplausos e vaias. Mas o pé do senador não estava muito quente: o Vasco perdeu de 3 x 0 e ocupa a penúltima posição na tabela do Brasileirão. (Globo)

Para ler com calma. O anúncio de Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente pelo PL trouxe aos holofotes uma denúncia contra ele por um suposto estupro de vulnerável acontecido há pelo menos nove anos. No centro da polêmica está o comerciante Luiz Antonio Lopes, que já mudou pelo menos duas vezes sua versão sobre o caso. (piauí)


Lula e Bolsonaro não foram os únicos candidatos a iniciar suas campanhas neste domingo. Ronaldo Caiado (PSD) participou de uma carreata no Novo Gama, no entorno do Distrito Federal, após ter visitado municípios goianos. Renan Santos promoveu um ato no Largo São Francisco, em São Paulo. Romeu Zema (Novo) iniciou a campanha online antes de ir para as ruas. O ex-governador mineiro soltou um vídeo em que joga no Congresso um avião de papel com a frase “Lugar de intocável é na cadeia! Tô chegando… Zema”. Já Renan também usou as redes para se apresentar como o “único que pode combater o Lula e o Flávio”. (Metrópoles)


Uma peça inesperada entrou no tabuleiro eleitoral neste fim de semana. O PRTB registou no sábado, último dia de prazo, a candidatura do empresário e influenciador Pablo Marçal, tendo como vice o presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche. A chapa deve enfrentar contestação na Justiça Eleitoral, já que Marçal está inelegível até 2032 por uso indevido dos meios de comunicação. Além disso, ele estava até a semana passada filiado ao União Brasil e retornou ao PRTB por força de uma liminar, que pode ser revista por instâncias superiores. (g1)

Quem também esperou até a última hora para o registro de candidaturas foi a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que vai concorrer a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. Em sua declaração de bens entregue ao TRE-DF, ela listou como patrimônio R$ 4.486.170,75 em aplicações financeiras e fundos e um Fusca avaliado em R$ 30 mil. Além de Michelle, o PL lançou a candidatura ao Senado no DF da deputada Bia Kicis. (UOL)


A disputa eleitoral voltou a ficar embaralhada no segundo turno. Pesquisa BTG-Nexus divulgada nesta manhã (íntegra) aponta que, no primeiro turno, o presidente Lula (PT) lidera com 41%, seguido de Flávio Bolsonaro (PL), com 36%; Ronaldo Caiado (PSD) com 5%; Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%; e Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), ambos com 1%. No segundo turno, porém, Lula aparece em empate técnico com Bolsonaro (47% a 44%) e Caiado (45% a 42%), dentro da margem de erro de dois pontos. (Meio)

O resultado é semelhante ao da pesquisa divulgada pela Quaest na sexta-feira, apontando Lula e Flávio também em empate técnico no segundo turno, com 43% a 40%. Na rejeição o empate se inverte: 54% não voltariam no candidato do PL e 52% não apoiariam o petista. (Terra)

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