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Eleição para o Senado em SC chega à reta final com mais de 70% sem citar candidato espontaneamente

Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
Vilmar Bueno, o ESPETO
há 9 horas
2 min de leitura

Indefinição chega a 27% no segundo voto e abre questão sobre como o eleitor fará suas duas escolhas

A poucos dias da eleição, a disputa pelo Senado em Santa Catarina chega à reta final com uma parcela expressiva do eleitorado ainda sem uma escolha declarada. Na pesquisa Quaest contratada pela NSC e divulgada no dia 24, 71% estão indecisos na espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados.


O percentual caiu em relação a agosto, quando chegava a 84%, mas permanece acima do registrado para o governo. Na disputa pelo executivo estadual, 49% não citam espontaneamente um candidato, ante 65% no mês anterior.


Na estimulada, a indefinição diminui, mas permanece especialmente na segunda escolha. No primeiro voto para senador, 17% estão indecisos. No segundo, são 27%. Santa Catarina elege dois senadores neste ano.


Na combinação dos dois votos, Carol De Toni (PL) registra 17%, Carlos Bolsonaro (PL), 16%, Esperidião Amin (PP), 15%, Décio Lima (PT), 10%, Afrânio Boppré (PSOL), 4%, e Antídio Lunelli (MDB), 3%.

O que fará o eleitor que ainda não decidiu?

A quantidade de indecisos coloca uma questão importante para os últimos dias da campanha: como esse eleitor fará suas duas escolhas para o Senado?

Uma possibilidade é a decisão tardia tradicional. O eleitor deixa cargos legislativos para mais perto da votação, passa a conhecer melhor os candidatos na reta final e então escolhe seus nomes.


Mas existe uma segunda questão a ser observada: parte desse eleitorado pode chegar à urna sem uma preferência individual consolidada e fazer sua escolha principalmente a partir do campo político com o qual se identifica.


Santa Catarina já viveu eleições fortemente influenciadas pela disputa nacional. Em 2018, Jair Bolsonaro teve forte votação no Estado e Carlos Moisés chegou ao governo em sua primeira disputa por um cargo eletivo. Em 2022, Jorge Seif (PL), aliado de Bolsonaro, venceu a eleição para o Senado, enquanto Jorginho Mello (PL) foi eleito governador com 70,69% dos votos válidos no segundo turno.


Isso não permite concluir que o comportamento irá se repetir em 2026. Mas, diante do volume de eleitores ainda sem escolhas consolidadas para o Senado, a reta final poderá mostrar se haverá maior procura pelos candidatos individualmente ou maior peso das identificações políticas nacionais na definição dos dois votos.


A Quaest ouviu 804 eleitores entre 20 e 23 de setembro. A margem de erro geral é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números SC-004783/2026 e BR-09969/2026 e foi contratado pela NSC.



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