top of page

Dino traz ligação de Flávio com ‘Dark Horse’ e Vorcaro de volta à cena

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • há 4 minutos
  • 4 min de leitura

Fotos: Gustavo Moreno / STF e Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP

Depois de uma semana marcada pelo vazamento de informações sobre o inquérito que investiga o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, agora é a vez de a relação dos Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro voltar à berlinda. Por decisão do ministro do STF Flávio Dino, a Polícia Federal terá acesso a dados e documentos apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo no Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produtora de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e financiado por Vorcaro. O material será usado no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a suspeita de que recursos de emendas parlamentares possam ter financiado a produção. A PF poderá analisar dados de computadores e celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros apreendidos pela polícia paulista. A autorização inclui tanto os dados brutos quanto relatórios já elaborados a partir do material. (g1)


Na prática, Dino abriu uma segunda frente de investigação sobre o financiamento de Dark Horse. A nova linha de apuração busca identificar se recursos públicos destinados por parlamentares ligados ao bolsonarismo chegaram à produtora responsável pelo projeto. A investigação se soma ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça, que apura o financiamento do filme e os R$ 61 milhões aportados pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Caso sejam encontrados elementos relacionados a essa apuração, Dino poderá encaminhá-los ao gabinete de Mendonça. (UOL)


Mas a nova frente de investigação tem potencial de ampliar os pontos de atrito dentro do Supremo, especialmente entre os ministros Flávio Dino e André Mendonça. As duas apurações agora podem se cruzar, colocando sob relatorias diferentes investigações relacionadas ao mesmo tema. O episódio ocorre em meio a uma sequência de divergências entre integrantes da Corte. (Estadão)


E Flávio Bolsonaro desistiu de fazer a prestação de contas pública dos gastos com o filme. A divulgação dos dados havia sido prometida após vir a público, em maio, um áudio no qual ele pedia recursos a Vorcaro para a produção. Segundo interlocutores, a campanha reconhece nos bastidores que Flávio se precipitou ao anunciar a prestação de contas sem ter acesso a todas as informações financeiras do projeto. (CNN Brasil)


Mas Lulinha e sua amiga, a lobista Roberta Luchsinger, não saíram dos holofotes. Em relatório, a Polícia Federal disse ter identificado, na suposta atuação conjunta de Lulinha, Luchsinger  e Camilo Antunes, o Careca do INSS,  três tentativas de fechar contratos no Ministério da Saúde. As negociações envolveriam a venda de R$ 627 milhões em medicamentos à base de cannabis, a entrega de testes de diagnóstico para dengue e outras arboviroses. Nenhuma das negociações chegou a ser concluída. Também foram identificadas movimentações expressivas de dinheiro em espécie feitas por Roberta, em parte destinadas a uma agência de viagens que havia emitido passagens em nome do filho do presidente. (Folha)


E gravações obtidas pela PF mostram Roberta Luchsinger ameaçando deixar de pagar passagens aéreas para Lulinha por já gastar R$ 100 mil mensais com um imóvel. Conforme relato feito por Roberta ao empresário Cléber Ribas, ela disse a Lulinha: “Ó Fábio, agora acabou porque a casa por mês a gente gasta em torno de R$ 100 mil, então assim, não vai mais dar pra ter essas passagens”. Ao reproduzir o diálogo, ela afirmou que Lulinha respondeu que pediria os pagamentos diretamente aos empresários. (Estadão)

Bela Megale: “Um Lula tranquilo e confiante deu lugar a um presidente apreensivo e preocupado com sua campanha à reeleição. Em reservado, ele admite que é difícil dissociar sua imagem das crises envolvendo seu filho e que isso pode ter um impacto eleitoral decisivo”. (Globo)


Começou nesta segunda-feira a série de sabatinas do Jornal Nacional. O primeiro candidato a presidente a ser entrevistado, por ordem de sorteio, foi o ex-governador Romeu Zema (Novo). Ele defendeu a anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. “Eu darei anistia ou, pelo menos, no mínimo, um tribunal que não seja político, um tribunal que seja judicial”, disse. Zema não garantiu aumento real para o salário mínimo, limitando-se a prometer a reposição integral da inflação no salário mínimo, e disse que, “por ora”, não mexerá nas aposentadorias. Segundo o ex-governador, aumentos reais, acima da inflação, dependeriam do desempenho da economia. Zema também colocou a redução dos juros entre as prioridades de um eventual governo. O candidato afirmou que medidas de ajuste fiscal, combate à corrupção e redução de fraudes poderiam levar a Selic a 6%, sem dar detalhes. (g1)


Os dois principais candidatos ao Planalto, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, confirmaram participação nas sabatinas do Jornal Nacional nesta semana. O presidente será entrevistado na quinta-feira. Flávio será sabatinado na sexta-feira, segundo sua assessoria. A previsão é que a entrevista ocorra nos estúdios da Globo no Rio. Hoje será a vez de Ronaldo Caiado (PSD). Também serão entrevistados Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). (Metrópoles)Pedro Doria: “Hoje eu vou te contar por que ninguém está prestando atenção nesta eleição. Domingo, quatro candidatos a presidente falaram ao país ao mesmo tempo, cada um só para os seus — e um deles chamou de canalha o eleitorado do adversário. Depois eu te mostro uma conta: 57% do Brasil já votou. Falta a urna.” Confira a análise no Ponto de Partida. (Meio)


Lula, por sua vez, aumentou a pressão sobre o Congresso pela aprovação do fim da escala 6x1. A ofensiva ocorre em uma semana considerada decisiva para a proposta no Senado, com o governo tentando concluir a votação antes das eleições de outubro. Em publicação nas redes sociais, o presidente voltou a defender a redução da jornada sem corte de salários e afirmou que a mudança significa mais tempo para a família. O presidente também criticou, sem citar nomes, quem, segundo ele, atua contra os interesses dos trabalhadores. (Poder360)


O relator da PEC que acaba com a escala 6x1, senador Omar Aziz (PSD-AM), pretende apresentar seu parecer na quinta-feira. A intenção do senador é colocar a proposta em votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já na quarta-feira seguinte. A comissão, etapa obrigatória antes da análise pelo plenário, é presidida por Otto Alencar (PSD-BA), também considerado aliado do governo no Senado. (Folha)



© Copyright 2016-2026 | Blog do Espeto | Tribuna | Todos os direitos reservados. Desenvolvido por

bottom of page