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Confirmado o Acordo Mercosul-União Europeia, maior zona de livre comércio do mundo envolvendo 700 milhões de pessoas

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Eurooeia (Foto: Reuters)

A informação foi divulgada pelo Chipre, país que exerce a presidência rotativa do bloco.

Segundo representantes da UE, uma ampla maioria dos Estados-membros apoiou o acordo de livre comércio com o bloco sul-americano.


A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, comemorou a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia, autorizado pelos países-membros do bloco europeu nesta sexta-feira (9).


De acordo com a dirigente, trata-se de um “acordo substancial e mutuamente benéfico”. “Estamos criando um mercado de 700 milhões de pessoas – a maior zona de livre comércio do mundo”, destacou a presidente.


Os países tinham até as 17h, no horário de Bruxelas (13h no horário de Brasília), para confirmar seus votos por escrito. Mais cedo, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE já haviam sinalizado apoio provisório ao acordo.


O tratado ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor, mas a decisão já abre caminho para a assinatura do texto entre os blocos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro.

Apesar do apoio de setores empresariais e industriais, o texto segue enfrentando forte resistência de agricultores europeus, sobretudo na França. (veja mais abaixo)

  • 🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além do estabelecimento de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.


Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, celebrou a aprovação do acordo. Segundo ele, cerca de 30% dos exportadores brasileiros vendem produtos para países da UE, o que corresponde a aproximadamente 9 mil empresas.


"Este acordo fortalece o multilateralismo, o comércio entre os dois blocos, comércio com regras, promove investimentos, devemos ter mais investimentos europeus no Mercosul, fortalece a sustentabilidade, porque Brasil assume compromisso de combate às mudanças climáticas. É ganha-ganha. Produtos mais baratos e de melhor qualidade", disse Alckmin.

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