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Conclusão do processo de registro de Bismark no TRE-SC garante mandato de Paulinha

Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
Vilmar Bueno, o ESPETO
há 7 horas
2 min de leitura

Anulação dos quase 14 mil votos do influenciador e humorista que concorreu a deputado federal era a esperança do MDB para conquistar uma cadeira a mais

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) publicou na manhã desta quinta-feira, dia 15, a certidão de trânsito em julgado do processo de registro de candidatura do influenciador e humorista Bismark Fábio Fugazza (Podemos), conhecido como Bismark do Canal Hipócritas.

A possibilidade de contestação da elegibilidade do candidato era a esperança do MDB na tentativa garantir uma cadeira extra ao partido na Câmara dos Deputados, beneficiando o deputado federal não reeleito Valdir Cobalchini (MDB).


Bismark recebeu 13.994 votos e ficou distante de conquistar uma cadeira de deputado federal, mas essa votação foi determinante para que o Podemos alcançasse 80% do quociente eleitoral e assim pudesse participar da disputa das sobras, onde foi garantida a cadeira para a deputada federal eleita Paulinha – que recebeu 92.598 votos.

A situação jurídica de Bismark chamou atenção do MDB, que ficaria com a vaga se o Podemos não disputasse as vagas das sobras. Em vídeo publicado nas redes sociais no último dia 11 de outubro, Cobalchini agradeceu os 99.751 votos e apontou que eles “inicialmente não foi o suficientes para garantir a minha vaga”.


– Por isso, sigo buscando pelos caminhos legais o restabelecimento do meu mandato. Eu tenho a esperança de que essa situação seja resolvida para que eu possa continuar o trabalho que eu assumi como propósito de vida – disse Cobalchini.

Os emedebistas apontavam que essa disputa se daria sobre a validação dos 27.289 votos recebidos pelo ex-prefeito de Três Barras, Elói Quege, na disputa por uma vaga de deputado federal. Entretanto, os votos do candidato, considerado inelegível pela Justiça


O verdadeiro alvo era a candidatura de Bismark, questionada inicialmente pela Procuradoria Regional Eleitoral por causa de uma condenação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por crime de apropriação indébita, referente à comercialização de contêineres federais. Os efeitos dessa condenação, no entanto, estão suspensos por medida cautelar concedida pela ministra Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).


A conclusão do julgamento do registro de candidatura de Bismark pelo TRE-SC, sem recurso da Procuradoria Regional Eleitoral ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encerra a possibilidade de que sejam anulados os 13.994 votos recebidos pelo candidato. Mesmo que seja derrubada a medida cautelar no STJ, não há margem legal para que o Podemos perca os votos e a vaga de Paulinha.


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