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‘Clima de virada’ x ‘força da direita’: as apostas de PT e PL

Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
Vilmar Bueno, o ESPETO
há 8 minutos
4 min de leitura

Foto: Evaristo Sa/AFP

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiram à pesquisa Datafolha, em que os candidatos aparecem rigorosamente empatados em votos válidos, com duas apostas claras. Na de Lula, a confiança está num “clima de virada”, como definiu o ministro José Guimarães, das Relações Institucionais. Na de Flávio, um aliado do senador aponta a força da direita e do antipetismo de chegada, que as pesquisas costumam não captar, além da resiliência do candidato diante da campanha negativa promovida pelo PT. A três dias da votação, segundo o Datafolha, os dois candidatos aparecem com 50% dos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos e são utilizados pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das eleições. Nas intenções totais de voto, Flávio registra 47%, contra 46% de Lula, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em relação ao levantamento anterior, realizado em 15 de outubro, Flávio permaneceu com 47%, enquanto Lula oscilou de 45% para 46%. A pesquisa mostra ainda que 94% dos eleitores afirmam estar totalmente decididos sobre o voto, enquanto 6% admitem a possibilidade de mudar de candidato. Brancos e nulos somam 5%, e os indecisos representam 2%. O levantamento ouviu 2.154 eleitores entre 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. (Folha)


Lula e Flávio Bolsonaro terminam a campanha presidencial com índices praticamente idênticos de rejeição. Considerando também os eleitores que rejeitam ambos os candidatos, 48% dizem que não votariam em Lula e o mesmo percentual rejeita Flávio. Quando questionados individualmente sobre cada candidato, 46% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em Flávio, enquanto 45% dizem o mesmo sobre Lula. Há duas semanas, os índices eram de 46% e 43%, respectivamente. O levantamento reforça o cenário de polarização e equilíbrio na disputa presidencial. A rejeição elevada dos dois candidatos ocorre em meio à intensificação dos ataques mútuos na propaganda eleitoral e nos debates. (CNN Brasil)


A avaliação negativa do governo do presidente Lula caiu de 41% para 39% na última semana, segundo a pesquisa Datafolha, a três dias do segundo turno da eleição presidencial. Já a parcela dos eleitores que consideram a gestão ótima ou boa passou de 35% para 36%. Os dois índices estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Outros 24% classificam o governo como regular, ante 23% na pesquisa anterior. A aprovação pessoal de Lula também oscilou positivamente, de 48% para 49%, enquanto a desaprovação recuou de 50% para 48%. Os dois indicadores estão empatados dentro da margem de erro. Os números mostram uma melhora na avaliação do governo na reta final da campanha. (Folha)


Com o empate, os dois lados veem no debate da Globo, que acontece hoje à noite, uma chance de abrir alguma vantagem. Por isso, as equipes de Lula e Flávio estão trabalhando para evitar um debate no mesmo tom do realizado no último domingo na Band. O time do presidente insiste que ele deve falar mais sobre a agenda de cortes de gastos defendida pela campanha de Flávio e do risco de aumento do armamento da população se o adversário se eleger. Os assessores de Flávio propõem uma estratégia com “mais propostas e menos Marçal”, em referência à influência de Pablo Marçal no primeiro debate, e acreditam que Flávio precisa abordar mais a vida real da população. (Estadão)


A TV Globo estabeleceu novas regras de movimentação para o debate. Nos três primeiros blocos, o candidato que não estiver com a palavra deverá permanecer em seu púlpito, sem circular pelo estúdio. A medida busca evitar a repetição de episódios registrados no debate da Band, no último domingo, quando Flávio se aproximou de Lula enquanto o presidente falava. O confronto terá quatro blocos, além das considerações finais. (UOL)

Confira todas as regras do debate da Globo na noite de hoje. (g1)

  

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, decidiu que Lula e Flávio Bolsonaro podem divulgar voluntariamente seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, sem necessidade de autorização judicial. O ministro afirmou que cabe exclusivamente aos candidatos decidir quais informações tornar públicas. Mendonça também esclareceu que eventuais dados sigilosos sobre despesas realizadas com recursos públicos, incluindo gastos com cartões corporativos, devem ter sua classificação revista pelas autoridades responsáveis, sem necessidade de intervenção judicial. Na decisão, o ministro ponderou, porém, que a abertura dos sigilos pessoais não é suficiente para esclarecer suspeitas de corrupção ou lavagem de dinheiro. (g1)

  

Um dia após desistir de suspender grupos de WhatsApp na reta final da eleição, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, em até 24 horas, um relatório técnico detalhado sobre o funcionamento do canal “Exército de Lula”. A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que questiona a existência de possível atuação coordenada nas redes sociais em favor do presidente Lula. A empresa deverá informar se identificou sincronização de atividades entre contas e canais, reprodução sistemática de mensagens, amplificação artificial de conteúdos e eventual utilização de publicidade paga ou impulsionamento. (g1)


Nunes Marques também autorizou a Meta a retomar a recomendação automática de perfis de políticos que já encerraram sua participação nas eleições de 2026. Embora a orientação seja válida para todas as legendas, ela beneficia aliados de Flávio Bolsonaro com grande audiência nas redes sociais como Nikolas Ferreira, Pablo Marçal e Michelle Bolsonaro. (Globo)


Já o deputado federal André Janones (Rede-MG) entrou com um mandado de segurança no TSE para tentar anular decisões do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que determinaram a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo parlamentar e com mais de 8 milhões de seguidores. Na ação, a defesa de Janones acusa Nunes Marques de censura e abuso de autoridade, alegando que o ministro determinou bloqueios sem processo judicial, direito ao contraditório ou competência para aplicar as medidas. (UOL)


E um grupo de 13 parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta ao presidente da Meta, Mark Zuckerberg, cobrando explicações sobre denúncias de tratamento desigual às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro nas plataformas da empresa. Os congressistas manifestaram preocupação com relatos de que conteúdos favoráveis ao petista estariam sendo restringidos, enquanto publicações ligadas ao adversário receberiam maior alcance e recomendação. (CNN Brasil)

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