Ciranda de Notícias - Nova operação contra o Master gera tensão com Toffoli Orçamento da União e mais
- Vilmar Bueno, o ESPETO

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Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil e Rosinei Coutinho/SCO STF
15/01/2026 - Uma nova operação da Polícia Federal sobre o suposto esquema de fraudes financeiras do Banco Master provocou tensão entre a PF e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que havia autorizado a ação.
A PF fez buscas e apreensões em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, e a parentes dele, além de outros nomes do mercado. Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso no Aeroporto de Guarulhos quando embarcava para os Emirados Árabes Unidos. Além disso, foram bloqueados bens que superam R$ 5,7 bilhões.
A investigação aponta captação de recursos, aplicação em fundos e desvio de dinheiro para o patrimônio pessoal de Vorcaro e familiares. O celular do empresário foi apreendido. Também foram alvos o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, investigada por suposta lavagem de dinheiro do PCC. (g1)
Embora ele próprio tivesse autorizado a operação, o ministro Dias Toffoli fez ainda pela manhã uma crítica dura à PF. Em despacho, ele acusou a corporação de atrasar a ação e descumprir o prazo fixado pelo Supremo.
Segundo o ministro, a decisão que autorizava os 42 mandados de busca e apreensão foi assinada na segunda-feira às 14h52, com ordem de cumprimento em até 24 horas, o que não ocorreu. Para Toffoli, a demora pode ter permitido a descaracterização de provas e eventual frustração das medidas cautelares seria resultado de “inércia exclusiva da PF”.
Em um primeiro momento, Toffoli determinou que todo o material apreendido na quarta-feira fosse lacrado e enviado ao STF, o que provocou reações na PF. Os agentes temiam, por exemplo, que telefones celulares apreendidos fossem acessados remotamente e tivessem dados apagados. (CNN Brasil)
Mais tarde, no entanto, Toffoli voltou atrás e decidiu que o material apreendido será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro reconsiderou sua decisão após pedido do procurador-geral Paulo Gonet, entendendo que cabe ao Ministério Público, como titular da ação penal, conduzir a extração e a perícia dos dados.
Com isso, celulares, documentos e demais materiais apreendidos pela Polícia Federal serão remetidos à PGR, com a orientação de que os aparelhos fiquem preservados e fora de redes até a análise técnica. (UOL)
A acusação de Toffoli sobre a suposta “inércia da PF” foi recebida com surpresa. Como conta Malu Gaspar, as medidas cautelares autorizadas na segunda-feira haviam sido pedidas pela Polícia Federal em outubro do ano passado, antes mesmo da liquidação do Master e da decisão de Toffoli de puxar para si todo o caso. (Globo)
Enquanto isso... O também ministro do STF Alexandre de Moraes abriu de ofício (sem pedido da PGR ou da PF) um inquérito para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram ilegalmente o sigilo fiscal de ministros da Corte e seus parentes. A determinação aconteceu após ser divulgado que o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, tem um contrato com o Banco Master, no valor total de R$ 131,3 milhões em 3 anos. (Poder360)
Vinicius Torres Freire: “Certos negócios do Banco Master e suas ramificações são complicados até para quem trabalha no mercado financeiro. Requer conhecimento técnico de como fazer mágicas e milagres para driblar a regulação, inflar dinheiros ou fazê-los desaparecer em uma cartola. Não é coisa de amador pequeno. Quem são? Talvez venhamos a ter algumas respostas, agora que o empresário Nelson Tanure entrou na rede da investigação.” (Folha)
Orçamento da União
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na noite de quarta-feira o Orçamento para 2026, mas vetou R$ 393 milhões em emendas incluídas pelo Congresso na proposta original. Governo ainda remanejou mais de R$ 7 bilhões. Esse valor pode ser ajustado por meio de atos do Executivo, sem a necessidade de passar pelo Congresso, com aumento de recursos para áreas sociais e de saúde. (UOL)



