BTG/Nexus: Augusto Cury dispara e chega a 11%
- Vilmar Bueno, o ESPETO

- há 3 horas
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Pesquisa Nexus/BTG feita entre 28 e 30 de agosto (íntegra) mostra uma reviravolta na terceira posição. Augusto Cury (Avante) saltou de 2% para 11% na pesquisa estimulada para o primeiro turno, isolando-se no terceiro lugar. Seu crescimento tirou eleitores tanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto do senador Flávio Bolsonaro (PL), que lideram, respectivamente, com 39% e 33%, contra 41% e 37% na semana passada. A margem de erro é de 2 pontos. Ronaldo Caiado (PSD) segue com 5%, Renan Santos (Missão) com 3%, Romeu Zema (Novo) recua de 3% para 1%. Já nos cenários de segundo turno, o embate Lula x Flávio permanece no empate técnico de 46% a 45%, mesmos números da rodada anterior. A Nexus não simulou um confronto entre Lula e Cury. Sobre o perfil do voto no candidato do Avante, ele chega a 22% entre 16 e 24 anos e 17% no ensino superior. No cruzamento com 2022, tira 13% de quem votou em Jair Bolsonaro e 7% de quem votou em Lula, e entre os “não polarizados” chega a 19%. (Meio)
Cury foi o último entrevistado na série de sabatinas feita pelo Jornal Nacional, da TV Globo, na noite de sábado. Ele prometeu a criação de um ministério exclusivamente para lidar com inteligência artificial, o uso de drones contra o feminicídio e o treinamento de embaixadores e funcionários de representações brasileiras no exterior para atuarem como influenciadores digitais. Ele também prometeu reduzir a dívida pública a 3% do PIB, mas não deu detalhes como conseguiria isso. (g1)
Na sexta-feira, o entrevistado foi Flávio Bolsonaro. O senador negou irregularidades no pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse e disse que o irmão Eduardo errou ao defender nos EUA o tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil. (g1)
E a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu uma ofensiva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra seus principais adversários na disputa pelo Planalto. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, apresentou neste sábado quatro representações envolvendo os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). As ações questionam suposta divulgação de informações falsas, uso irregular de inteligência artificial, ofensas e abuso de poder político e econômico. A ofensiva petista ocorre dois dias depois da campanha de Flávio Bolsonaro recorrer ao próprio TSE contra Lula. Os advogados do senador pediram à Corte que impeça o presidente de utilizar o Palácio da Alvorada para a produção de conteúdo eleitoral. (Folha)
Flávio Bolsonaro, aliás, afirmou que pretende criar mais 500 mil vagas em presídios caso seja eleito presidente e defendeu o endurecimento das penas como estratégia para combater a criminalidade. O candidato se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, para discutir políticas de enfrentamento ao crime organizado adotadas pelo país governado por Nayib Bukele. Flávio disse que pretende buscar inspiração no modelo salvadorenho, principalmente na expansão do sistema prisional. (Metrópoles)
Enquanto isso... O ministro Dias Toffoli, do TSE, suspendeu a análise do registro da candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República. Em despacho, Toffoli apontou indícios de possíveis irregularidades envolvendo os perfis em redes sociais informados à Justiça Eleitoral por Renan e pelo candidato a vice em sua chapa, Aroldo Medina. A legislação eleitoral determina que os candidatos informem no momento do registro todos os endereços de sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais já existentes que serão utilizados durante a campanha. (CNN Brasil)
A campanha presidencial entrou neste sábado em uma nova fase com a estreia da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Lula e Flávio Bolsonaro começaram o horário eleitoral com estratégias diferentes: o presidente aposta em propostas de governo e já parte para o ataque ao adversário, enquanto o senador optou inicialmente por investir na construção de sua imagem pessoal e deixar as críticas ao presidente para um segundo momento. (g1)
Lula e Flávio Bolsonaro também estão colocando suas mulheres na campanha para tentar ampliar o apoio entre o eleitorado feminino. Janja e Fernanda Bolsonaro, porém, assumiram até agora papéis diferentes na disputa presidencial. A primeira-dama tem presença mais ativa na campanha de Lula. Fernanda Bolsonaro, por sua vez, tem adotado uma participação mais discreta na campanha de Flávio. Ela já discursou em eventos do candidato do PL e tem uma nova agenda ao lado do marido prevista para a próxima semana. (Estadão)
E tem programa novo estreando aqui no Meio. Em Reage!, Pedro Dória analisa as propagandas eleitorais dos candidatos à Presidência da República e explica as mensagens escondidas em cada uma delas. No primeiro episódio, ele mostra como Flávio Bolsonaro tenta atrair as mulheres e escorrega ao falar de chocolates e facções. Já Lula apela para o próprio passado e para as conquistas sociais de seu governo. (Meio)
Aliás... Na noite deste domingo o TSE mandou que fosse excluída da propaganda de Lula a passagem com o “currículo” de Flávio Bolsonaro. No trecho, o candidato do PL era acusado de começado a carreira como funcionário fantasma, além de lembrar o caso das “rachadinhas” na Alerj e do pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro. (Metrópoles)
As primeiras pesquisas para o Senado indicam que a eleição deste ano deve ampliar a polarização entre bolsonaristas e a esquerda na Casa. Com 54 das 81 cadeiras em disputa — duas por estado —, PL e PT aparecem com candidatos competitivos em boa parte do país, enquanto partidos do Centrão tendem a perder espaço. Mesmo com o avanço projetado, nenhum dos dois campos estaria próximo de conquistar sozinho força suficiente para aprovar pautas que exigem quórum qualificado. (Globo)



