top of page

Brasil e EUA retomam negociação de tarifas

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • há 1 hora
  • 4 min de leitura

Fotos: Evaristo Sa/AFP

Brasil e Estados Unidos acertaram uma nova rodada de negociações sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na semana passada. A conversa será realizada virtualmente na próxima segunda-feira, às 14h30. Segundo um representante do governo brasileiro envolvido nas tratativas, a iniciativa partiu dos Estados Unidos. O representante comercial americano, Jamieson Greer, procurou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para organizar a reunião. A retomada do diálogo foi acertada depois de Lula voltar a dizer a Trump que considera infundadas as tarifas aplicadas ao Brasil. De acordo com o Palácio do Planalto, o presidente americano respondeu que as equipes dos dois países deveriam retomar as conversas o mais rapidamente possível. Apesar da iniciativa americana, integrantes do governo brasileiro mantêm cautela e não esperam uma redução das tarifas de forma imediata. A avaliação, porém, é que a reabertura de um canal efetivo de negociação representa um avanço depois de tentativas anteriores que terminaram sem acordo. (g1)

A retomada das conversas entre o Brasil e EUA ocorre no mesmo dia em que o governo do Canadá anunciou que vai dobrar as tarifas sobre aço e alumínio importados dos Estados Unidos, de 25% para 50%, em uma nova escalada da guerra comercial entre Ottawa e Washington. A medida faz parte de um pacote de retaliação às novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Além de aço e alumínio, o Canadá aplicará alíquotas de 15%, 25% e 50% sobre uma série de produtos americanos, entre eles pescados, papel, queijos, móveis, roupas, eletrodomésticos, ferramentas e máquinas. (Toronto Star)

Alheio às negociações comerciais, o escolhido pelo presidente Donald Trump para assumir a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Pérez, afirmou que não pretende interferir na eleição presidencial brasileira de outubro e que trabalhará com quem vencer a disputa. Segundo ele, cabe exclusivamente aos brasileiros definir o próximo presidente. (Metrópoles)

Vinicius Torres Freire: “Greer apita cada vez menos, como se viu nas negociações com o Canadá, quando foi atropelado pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick. No nosso caso, deve ser atropelado também pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que quer dar cabo da esquerda latino-americana, diz que o Brasil não é amigo e gostaria de fazer desta região um protetorado”. (Folha)


Segundo candidato a ser sabatinado pela Rede Globo, Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, reafirmou que, se eleito, enviará ao Congresso um projeto de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado, incluindo Jair Bolsonaro. Caiado defendeu uma anistia “geral e ampla” e comparou a medida à anulação, pelo STF, das condenações de Lula na Lava Jato, que permitiu ao petista recuperar seus direitos políticos. Segundo o candidato, a proposta seria uma forma de “pacificar o país” e superar a polarização. Caiado também defendeu a criação de uma polícia transnacional para combater o crime organizado na América Latina. (g1)


O presidente Lula evitou responder a perguntas sobre as suspeitas envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, durante a solenidade que comemorou o Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília. Lula até fez uma declaração aos jornalistas, mas deixou o local enquanto repórteres faziam perguntas sobre Lulinha e Marcola. As investigações envolvendo os dois e a lobista Roberta Luchsinger se tornaram um dos principais focos de desgaste para a campanha de Lula e vêm sendo exploradas por seus adversários na disputa presidencial. (CNN Brasil)

Já Flávio Bolsonaro se irritou ao ser questionado sobre a promessa, feita há mais de três meses, de apresentar as contas do financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro. Flávio negou ter recuado e afirmou que a produtora Go Up Entertainment já apresentou informações sobre os gastos no âmbito da investigação que tramita em São Paulo. A Go Up apresentou uma perícia contratada pela própria empresa, mas não mostrou nenhum recibo ou nota fiscal dos gastos feitos com a produção. (g1)

E a crise entre a Polícia Federal e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), se aprofundou com a decisão da cúpula da corporação de manter a pressão para que a Advocacia-Geral da União (AGU) recorra de determinações do magistrado no inquérito sobre as fraudes no INSS. A cúpula da PF considera que as medidas interferem na autonomia investigativa da instituição e, há mais de um mês, pediu à AGU que avalie um recurso. O advogado-geral da União, Jorge Messias, resiste à judicialização do conflito e tenta construir uma saída negociada entre a PF e Mendonça. (CNN Brasil)Flávia Tavares: “Então, chegamos ao fim de agosto de 2026 com o Supremo Tribunal Federal novamente no centro do debate eleitoral. Em 2022, já tinha sido assim, mas de uma maneira diferente. Ali, era Alexandre de Moraes enfrentando Jair Bolsonaro no STF e no Tribunal Superior Eleitoral numa guerra direta entre dois poderes. O déjà-vu desta eleição é com 2018. Naquele ano, a Lava Jato dominou o debate presidencial de ponta a ponta: um candidato preso, investigações e vazamentos correndo em paralelo à campanha e o resultado das urnas lido por muitos como resultado indireto do que a Justiça tinha feito nos meses anteriores”. Confira a análise no Cá entre Nós. (Meio)

© Copyright 2016-2026 | Blog do Espeto | Tribuna | Todos os direitos reservados. Desenvolvido por

bottom of page