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Antídio Lunelli resiste à pressão para ser candidato a governador pelo MDB

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • 12 de fev.
  • 3 min de leitura

Santa Catarina - 12/02/2026 - Divulgação

O deputado estadual Antídio Lunelli está sofrendo uma forte pressão de seus colegas de bancada para ser o candidato do MDB ao Governo do Estado. Uma conversa ocorreu em um jantar, na terça-feira, na residência que Lunelli tem em Jurerê Internacional, em Florianópolis. Porém, segundo relatos, o que se viu foi um Antídio sem motivação.


Vale lembrar que, antes de os emedebistas aderirem ao governo Jorginho Mello (PL), em troca de espaços e também com a promessa de que indicariam o vice na chapa do líder dos liberais, Lunelli chegou a tentar convencer os seus colegas de que o MDB teria que ter um projeto próprio e que ele poderia ser o candidato a governador. Nem ele nem outros deputados que eram contra aderir ao governo Jorginho foram ouvidos, o que pode explicar o sentimento que demonstra agora. Mas ficou de pensar; portanto, ainda pode ser que Lunelli se convença a enfrentar o desafio. A única certeza que deu é que não sairá do partido.


Ontem, os deputados atenderam a um convite de Jorginho para um almoço na Casa d’Agronômica. O presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, não foi convidado, mas foi comunicado por todos que iriam ao encontro. Se o cardápio gastronômico, que contou com camarão, peixe grelhado e vinho de uva Goethe, de uma vinícola de Urussanga, agradou, não é possível dizer o mesmo do cardápio político. Um parlamentar chegou a me dizer que conhece a receita desse cardápio e que não é nada agradável. “É o cardápio do ‘venha a mim o vosso reino’”, afirmou, referindo-se ao governador, o qual, segundo ele, age sempre pelos seus interesses.


Já outro deputado me disse que foi importante ir ao encontro, pois o partido teve uma relação de dois anos com o governador, o que não permite sair atirando. Mesmo assim, afirmou que o que Jorginho fez com o MDB a militância não perdoará. “Há uma revolta. Mas as pessoas estão dizendo para seguirmos e vermos como uma oportunidade de nos organizar e pensar em um projeto próprio”, afirmou. Outra liderança emedebista foi além: “Está voltando o sentimento de partido, de MDB. Aconteceu isso como oportunidade para se valorizar. Sentimos o golpe, foi uma humilhação, mas temos que seguir em frente”, destacou. A informação é que, até março, haverá uma definição.


Conversa

Uma liderança emedebista me disse que há boas conversas com o PSD e com o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues. Porém, revelou que o partido espera por uma proposta formal para que seja tomada uma decisão. “A ordem do presidente Chiodini é que devemos jogar parados. Não vamos correr muito”, informou. Consegui falar rapidamente com Carlos Chiodini, que se limitou a repetir que o MDB não estará em qualquer projeto se não estiver na majoritária. Também confirmou a informação de que o ex-presidente da República, Michel Temer, ligou para ele estimulando que o MDB participe apenas de projetos que o coloquem na majoritária.


Alô, é João Rodrigues!

A informação do colega Igor Gadelha, do Metrópoles, de que o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), ligou para o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), é confirmada pelo próprio filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Se, por um lado, é difícil que ocorra o movimento de ele se filiar ao PSD, já que o seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), disputará a Presidência da República, por outro, é sempre importante lembrar de um componente muito relevante: o psicológico. Carlos, quando é contrariado, torna-se indomável e pode fazer qualquer coisa, inclusive se filiar a outro partido de centro-direita, que é o caso do PSD. É importante destacar um ponto: ele jamais faria essa ligação sem a anuência do ex-presidente.


Flertes com o PSD

Quem conhece os bastidores sabe que nomes da extrema-direita já flertaram com o PSD no estado. No caso de Carlos Bolsonaro, houve um pedido de desculpas ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), e a pergunta se o pessedista bancaria a sua candidatura ao Senado. Rodrigues disse que sim, pela consideração que tem pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), de quem é amigo e ex-colega de Câmara Federal.


Se valorizou

Também de acordo com o colunista Igor Gadelha, o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), disse ao governador Jorginho Mello (PL) que, se ele não o quisesse, se aproximaria do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). É claro que Jorginho respondeu que o quer, assim como a deputada federal Carol de Toni (PL). Inclusive, o governador anda espalhando que a parlamentar ficará no Partido Liberal, situação que teria irritado De Toni.

 

Com informações de: https://scempauta.com.br/

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