Restrições da União Europeia à carnes do Brasil trazem impactos à indústria de SC, diz FIESC
- Vilmar Bueno, o ESPETO
- há 23 minutos
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Exportação de produtos avícolas catarinenses para o bloco é de cerca de US$ 170 milhões; Suspensão de compras pela UE terá efeitos em toda a cadeia produtiva, estima FIESC
Suspensão de importações pela UE inclui mel e pescados. (Foto: Divulgação/Portonave)
Suspensão de importações pela UE inclui mel e pescados. (Foto: Divulgação/Portonave)
Florianópolis, 08.06.2026 – A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) acompanha com preocupação a decisão da Comissão Europeia de manter o Brasil fora da lista de países habilitados a exportar animais e produtos de origem animal ao bloco. A medida entrará em vigor em 3 de setembro de 2026, caso não sejam apresentadas as garantias exigidas pelas autoridades europeias quanto ao uso de antimicrobianos na produção animal.
Na avaliação da Federação, o impacto potencial é expressivo para o estado, especialmente sobre as vendas externas de carnes e produtos avícolas, um dos pilares das exportações industriais do estado. A União Europeia absorve cerca de 7,5% dessas exportações, o equivalente a aproximadamente US$ 170 milhões ao ano. Uma eventual proibição efetiva a partir de setembro preocupa a entidade, uma vez que redirecionar esse volume de produção para outros mercados no curto prazo representa um desafio logístico, comercial e operacional de grande magnitude.
Além dos efeitos diretos sobre os frigoríficos, a FIESC estima que a persistência das restrições tende a gerar consequências indiretas sobre o sistema de integração que estrutura toda a cadeia produtiva, com risco real de redução de empregos, especialmente na região Oeste do estado, onde essa atividade tem papel central na economia local.
A FIESC também registra preocupação com outros segmentos afetados, como mel e pescado. Embora suas exportações para a União Europeia tenham perdido representatividade ao longo dos anos, ambos os setores vinham apresentando crescimento expressivo nos últimos meses, em grande parte impulsionados pelas perspectivas abertas pelo acordo Mercosul–União Europeia. A restrição sanitária coloca em risco justamente o momento em que esses produtos começavam a se beneficiar de um ambiente comercial mais favorável.
A entidade reconhece os esforços em curso e o envolvimento do setor privado nas tratativas com a União Europeia, mas mantém-se em estado de alerta quanto à capacidade de o governo federal conduzir, com a devida agilidade e efetividade, as negociações necessárias para demonstrar conformidade com as exigências europeias dentro do prazo estabelecido.
A Federação seguirá monitorando o andamento das negociações e estará à disposição para contribuir com informações, articulações e subsídios técnicos que possam apoiar uma solução favorável aos interesses da indústria catarinense.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC
Gerência de Comunicação
