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  • Foto do escritorVilmar Bueno, o ESPETO

Projetos buscam conscientizar agressores pelo fim da violência contra mulher


Estado


Projetos de Juízes catarinenses com foco na conscientização de homens agressores são realizados em três cidades de Santa Catarina: Florianópolis, Chapecó e Rio Negrinho. O objetivo é, por meio de grupos com os autores de crimes contra a mulher, proporcionar um momento de reflexão e responsabilização sobre a atitude violenta para evitar a reincidência dos crimes.

Um dos projetos, coordenado pelo Juiz Marcelo Volpato de Souza, titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da capital, é realizado desde 2019 em parceria com o Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “A iniciativa possibilita a existência de um espaço humanizado que busque interromper o padrão da violência doméstica baseado em crenças, posturas e atitudes disfuncionais, principalmente no que envolve a desqualificação da mulher”, destaca Marcelo Volpato.

Pensar na prevenção de crimes contra a mulher é ainda mais relevante quando se percebe o crescente número de casos de violência doméstica e familiar que chega ao Poder Judiciário todos os dias. A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) destaca que somente nos seis primeiros meses de 2023 cerca de 12 mil medidas protetivas foram concedidas por Juízes catarinenses às vítimas de violência. Esse número representa que mais de 70 mulheres procuram apoio da Justiça para casos como esses todos os dias em Santa Catarina.

“Sabemos que a imposição de pena não vai mudar em nada o comportamento do agressor. Por isso, com a conscientização, esperamos conseguir mudar a mentalidade desses agressores e evitar que pratiquem novas condutas. Assim, ganha a sociedade com a reinserção de pessoas que saberão lidar melhor com suas emoções e atitudes”, defende o Magistrado Rodrigo Clímaco José, titular da 2ª Vara de Rio Negrinho e coordenador do projeto Outro Mundo é Possível, implementado no Planalto Norte catarinense.

No Oeste, em Chapecó, o Projeto Refletir é organizado pela Central de Penas e Medida Alternativas e recebe atenção do Magistrado Giuseppe Battistotti Bellani desde 2017. A iniciativa surgiu a partir da necessidade de promover, além da proteção às vítimas, a responsabilização dos autores da violência doméstica contra a mulher, com o objetivo de questionar suas visões e conceitos sobre as relações de gênero e, portanto, seus comportamentos violentos.


Contato para mais informações e agendamento de entrevistas:

Assessoria de comunicação AMC - Beatriz Cavenaghi - 48. 99915-9888

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