EDITORIAL ANIVERSÁRIO DE PAPANDUVA
- Vilmar Bueno, o ESPETO

- 14 de abr de 2024
- 6 min de leitura
Região
*Alguns trechos de capítulos do livro que estou escrevendo...
Papanduva minha querida parabéns pelos 70 anos

Aproveitando as comemorações dos 70 anos da minha querida cidade, Papanduva, neste dia 11 de abril, me permiti falar um pouco da minha vida e também sobre alguns episódios históricos aos quais participei. Primeiramente, quero falar que foi lá que nos idos de 1975,que tive os primeiros contatos com a política, pelas mãos do saudoso José Guimarães Ribas, o Zeca Ribas, avô de Humberto Ribas e pai de Nataniel Ribas, os três foram prefeitos da cidade. Além do meu compadre, Donato dos Santos Lima, Aloisio Partala, Hamilton Tabalipa de Almeida e Waldomiro Giraldi. E foi trabalhando com os prefeitos, Mauri Grein, Olandir de Lara Borges e Humberto Ribas, como assessor de imprensa, e depois com os presidentes da Câmara de Vereadores, Gerson Rauen e José Algacir Schadeck, e também Sidnei ZIezkowski, que tive ainda mais gosto pelo jornalismo político.
Mas meus primeiros contatos com jornais, ainda muito jovem, foi através de conversas com o saudoso professor e contabilista, e ex-vereador, João Gualberto Wiliczinski e Dona Maria. Foi nas visitas em sua casa para visitar sua família, filhos e filhas meus amigos, fui conhecer o jornalismo. Já que naquela época de 1975 e 1976, João Wiliczinski, era um dos únicos da cidade que assinava o jornal Folha de São Paulo. Que eu levava para casa para ler sobre política e economia. Isso nos tempos de Orestes Quércia.
Ainda exercendo cargos na Câmara e na prefeitura, tive o privilégio de fazer parte como assessor parlamentar do grupo de trabalho, junto ao presidente Gerson Rauen, acompanhando as tratativas do incansável trabalho de Rauen e do Zezo Schadeck, para efetivar a compra do terreno e depois a implantação da empresa Master Agropecuária. Um feito histórico para a economia do município. Foi nessa época que indiquei o advogado, Dr. Manolo Del Olmo, que foi fundamental para a aquisição do terreno para a Master. Na mesma época, junto com Manolo, foi realizada a primeira revisão do Regimento Interno da Câmara - RI.
Outro fato de suma importância para a educação em Papanduva, também com o trabalho do então presidente da Câmara, Gerson Rauen, foi a vinda de um núcleo da universidade do Contestado - UNC em Papanduva, que naquela época foi muito importante para a formação de muitos jovens papanduvenses. Neste trabalho estavam também, Sérgio da Cunha Ramos (in memória), Clodenir da Silva, o borboleta e Luciano Rodrigues. Também como assessor parlamentar e de imprensa, trabalhei na equipe da ex-vereadora, ex-vice-prefeita e hoje presidente da Câmara, minha amiga e irmã, Sandra Silva, a qual filie no então PFL jovem, cuja ficha foi abonada pelo deputado federal, Paulinho Bornhausen. Nós auxiliamos na criação e implantação na formação de associação de moradores, confeccionando seus estatutos.
E também na ajuda para aposentar centenas de pessoas. Lembro como hoje aquelas pessoas já idosas e sem muita formação, que chegavam na Câmara, com seus documentos amarelados dentro de pacotinhos de plástico de açúcar e outros alimentos. E a Sandra com todo carinho, colava com durex os velhos e surrados documentos de uma vida inteira. E depois reunia outros mais, além de declarações juntos a empresários e agricultores, onde essas sofridas pessoas tinham trabalhado com diaristas.
Um trabalho que também não esqueço, foi a elaboração do estatuto da Associação Vó Madalena, coordenado até hoje, e já com sede própria e até os dias de hoje coordenado por Neuza Mendes, uma pessoa com aura e atitudes de anjo, que também muito me ajudou nessa minha passagem por este mundo. A mesma Neuza do Centro Espírita Discípulos de Jesus, que realiza com sua equipe de trabalho, ensinamentos e ajuda aos mais necessitados. Na minha vida profissional, tive vários, digamos sonhos. Entre eles a ideia de que seria um empresário do ramo de restaurantes, mas nada foi como pensava. Mas ainda assim, junto com Lavina, inauguramos a primeira discoteca da cidade, a Pop Som, com os companheiros Clodenir da Silva e Ilson Oracz.
E foi pelas mãos da vereadora Mariângela Senna, que fui apresentado ao então candidato a deputado estadual pelo PTB, Mauro Mariani, onde acabei sendo um dos seus coordenadores de campanha, junto com Sandra Silva. Mariani não se elegeu, mas depois foi prefeito de Rio Negrinho, por duas oportunidades, deputado estadual e federal, e candidato a governador, e hoje é um dos diretores do BRDE. Cuja história do "trovão da serra", apelido dado pelo saudoso Luiz Henrique da Silveira, e conhecido em todo o estado. Depois que Mariani não se elegeu, fui exonerado pelo ex-prefeito Olandir de Lara Borges, por não apoiar a sua candidata. E em uma semana Mariani me trouxe para Rio Negrinho, e na mesma semana fui indicado e contratado como assessor parlamentar e assessor de imprensa, na Câmara de Rio Negrinho, e colunista do jornal Perfil. Depois disso fui para o jornal Informação e Jornal A Gazeta, e depois fundei o Jornal Tribuna em 2010.
Depois de muitas mudanças, divórcio e outras muitas dificuldades, fui aprovado no concurso do Tribunal de Justiça de SC, para o cargo de técnico judiciário, lotado no recém criado Fórum da Comarca de Papanduva. Entre 62 candidatos fui colocado em segundo lugar. Mas aí começaram as dificuldades, já que depois de me divorciar e perder meu irmão com apenas 23 anos, acometido por câncer, surtei e fui internado duas vezes no Hospital Psiquiátrico em Curitiba, com um diagnóstico como sendo de psicose não indefinida. Mas fui, digamos, salvo, durante uma consulta no hospital com um médico espírita. Ele me deu alta e me instruiu a procurar um centro espírita, e foi no Centro Espírita Dr. Alfredo de Oliveira Garcindo, em Canoinhas, que finalmente fui reconduzido para uma vida de paz e tranquilidade.
Lembro que naquela época eu chegava a tomar mais de 10 comprimidos (calmantes). Mas ao chegar no centro espírita, durante os trabalhos da mesa, uma pessoa se dirigiu a mim e ao meu ouvido, disse "a partir de agora você não precisa mais tomar esses comprimidos, e quando tiver qualquer problema, chame por Maria Bueno, aquela "santa", que está sepultada no cemitério municipal em Curitiba, ela foi sua tia na encarnação passada, e agora será sua guia nesta vida". A partir daquele dia, nunca mais tomei esse tipo de medicamento. Mesmo assim, para eu poder tomar posse no Fórum ainda foram muitas dificuldades, pois algumas pessoas que se diziam meus amigos, se dirigiam ao então juiz, Dr. Jairo Fernandes Gonçalves, hoje desembargador, alegando que eu era um 'louco' e não podia trabalhar no Fórum. Mas foi a ajuda do meu amigo, na época, promotor de Justiça, Dr. João Fernando Cunha da Cunha, que disse ao Dr. Jairo, você só vai saber depois de nomeá-lo. Fui nomeado e, em poucos meses, fui designado responsável pelos processos crimes, feitos da fazenda e menores.
Desde a chegada ainda em suas velhas carroças, os migrantes e suas famílias Pechebela e Damaso da Silveira, e os imigrantes, poloneses, ucrainos, austríaco, espanhóis e nos anos 60 os japoneses, muito bem escrito nos relatos da escritora Sinira Damaso Ribas, aliado aos migrantes do Rio Grande do Sul, que passavam pelo município com suas tropas, até os dias de hoje, Papanduva se tornou um município próspero e está experimentando novos investimentos em todos os setores da economia, principalmente nos últimos dez anos. Hoje à frente da prefeitura meus amigos, Jefinho e Marli, que não tem medido esforços para que o município continue se desenvolvendo. E a volta do evento, a 3ª Agrofest foi um fato que merece aplausos, mesmo que alguns torçam o nariz esse evento mostra a cidade para todo o estado.
E hoje como diretor/editor do Jornal Tribuna e blogdoespeto.com.br, em parceria com meu colega e irmão de profissão, editor e diretor do Jornal Primeira Página, jornalista João Vianna, continuamos a cobrir as notícias da política e a economia de Papanduva e região. O jornal Tribuna, já em circulação há mais de 13 anos e o blog do espeto, desde 2016 nas redes sociais, fazem parte do meu trabalho diário como jornalista e comentarista político. E três tentativas de concluir o curso de direito, duas vezes por dificuldades financeiras e a última por doença, cirurgia agora com três pontes de safena.
Vivo em São Bento do Sul, com minha esposa e companheira, amiga, amante, e que não me deixa desistir nunca, há mais de 33 anos, Evanilde Drege, a Nena, mãe dos meus filhos, Paulo Roberto, Alex e Débora, pais da minha netinha Catarina e Bruna casada com Diego, que me deram o neto Matheus e ainda Maria Eduarda casada com Gustavo. Também sou pai da Luiza Helena Oracz e Lima casada com Altamir Dominiak, que me deu dois lindos netos, Miguel e Davi, resultado do meu primeiro casamento. Mas todos os dia quanto levanto, agradeço a Deus por mais um dia na vida nesse mundo, mesmo com diabetes, pressão alta e três pontes de safena, sigo em frente...
Em Papanduva, muitas pessoas foram especiais em dado momento da minha vida. Entre elas Antonio Thiesen, o Toni e sua esposa Dorilda, Mauri Grein, Aloísio Partala, Neuza Mendes, Waldemiro e Orlando Giraldi, Ivo Augustin, Mauro Mariani, Luiz Henrique Saliba e Cezinha Santos.
Parabéns Papanduva pelos 70 anos de emancipação política!
*Esses breves parágrafos, são trechos de capítulos do livro que estou escrevendo, com o título provisório, "Não é sobre os outros..."
Vilmar Bueno Lima - Espeto
Jornalista Profissional
DRT/SC -3853



