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Ciranda Política Nacional

Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
Vilmar Bueno, o ESPETO
há 9 horas
5 min de leitura
Meio/Ideia: Primeiro turno será o mais acirrado da história

A menos de uma semana do primeiro turno, a eleição presidencial caminha para se confirmar como uma das mais disputadas da história. A última pesquisa Meio/Ideia (íntegra) antes da votação deste domingo mostra Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentrando a maior parte das intenções de voto, enquanto uma parcela expressiva do eleitorado ainda não definiu em quem votar. A pesquisa indica que 17,5% dos eleitores se dizem indecisos (na pergunta espontânea de primeiro turno), contingente que pode ter peso importante na reta final da disputa. O grupo é formado majoritariamente por mulheres, católicos, moradores do Sudeste e integrantes da classe C. Lula aparece com 31,5% das intenções de voto espontâneas, contra 30,5% de Flávio. Os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais. (Meio)


Na pesquisa estimulada, Lula e Flávio Bolsonaro permanecem tecnicamente empatados. O presidente aparece com 39,4%, ante 38,4% do senador. Augusto Cury tem 6,7%; Renan Santos, 4,5%; Ronaldo Caiado, 4,4%; e Romeu Zema, 3,5%. A pesquisa Meio/Ideia ainda identifica a possibilidade de migração dos eleitores dos demais candidatos para os dois líderes. Entre os eleitores de direita que não estão com Flávio, 36,6% admitem votar no senador já no primeiro turno. (Meio)


Lula, com 48,5%, e Flávio Bolsonaro, com 48%, também aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno, segundo a nova pesquisa Meio/Ideia. O equilíbrio entre os dois acompanha o alto nível de rejeição registrado pelo levantamento. Flávio é rejeitado por 46,1% dos entrevistados, enquanto 47,1% afirmam que não votariam em Lula. Por outro lado, a pesquisa mostra que a avaliação do presidente melhorou na reta final da campanha. A parcela dos eleitores que considera que Lula merece um novo mandato passou de 45,5% para 48,3%. (Meio)


Confira a evolução da avaliação do governo, da aprovação de Lula e do cenário de segundo turno no Compara Pesquisas, exclusivo agregador de pesquisas desenvolvido em parceria pelo Meio e pelo Instituto Ideia. (Meio)


Cila Schulman e Mauricio Moura — respectivamente CEO e fundador do Ideia — dizem que a nova pesquisa Meio/Ideia aponta volatilidade na reta final da campanha, com um contingente elevado de indecisos no voto espontâneo e quase um terço dos eleitores admitindo que ainda pode mudar de candidato. “Durante a semana, ainda haverá discursos, vídeos, promessas e até debate. No sábado, haverá uma pergunta muito mais simples, feita por alguém em quem o eleitor confia: ‘Você acha que vale a pena manter esse voto?’. A resposta pode decidir se teremos mais um mês de campanha ou não”, avaliam. (Meio)


Flávia Tavares: “Estamos diante da última eleição de uma era. O Brasil, como várias outras democracias do mundo, está num profundo processo de transição em que se sabe de onde se está partindo, mas pouco se sabe sobre pra onde se está indo. Talvez dê pra chamar, no mínimo, de última eleição da era Lula. Só que eu iria além. O país que vai às urnas agora já se afastou muito daquele que a Constituição de 1988 desenhou. Mais do que isso: muitas forças da nossa sociedade desafiam essa mesma Constituição e o que ela propõe e representa”. A análise no Cá entre Nós. (Meio)

  

O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu não levar ao plenário nesta quarta-feira a disputa sobre as publicações envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A decisão adia um julgamento que poderia provocar novos confrontos públicos entre ministros da Corte. Fachin disse a integrantes do tribunal que pretendia conversar com ministros do TSE para que o caso seja analisado primeiro pelo plenário da Justiça Eleitoral. (Folha)


Ato contínuo, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, convocou para hoje uma sessão virtual do plenário para analisar a decisão de André Mendonça que determinou a retirada de publicações que associavam Flávio Bolsonaro a um suposto movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A decisão leva ao colegiado do TSE a controvérsia que provocou a sequência de decisões conflitantes entre ministros das duas cortes. (g1)


Antes disso, Nunes Marques determinou a retirada das redes sociais de uma fala do presidente Lula em que ele associa “tribunal eleitoral” a “falcatruas”. A decisão atende a um pedido de Flávio Bolsonaro. Durante comício em Teresina, em 9 de setembro, Lula afirmou: “Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições; que não venha o Tribunal Eleitoral querer falcatrua, porque a gente sabe o que eles são capazes”. (g1)


A relação de Nunes Marques e Flávio Bolsonaro, aliás, ganhou um novo capítulo com a divulgação de mensagens segundo as quais o senador teria procurado o magistrado para tratar de interesses de um cliente com processo em seu gabinete no STF. A informação consta de um conjunto de mensagens e documentos guardados por Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio e antigo amigo de Flávio, e revelados pelo site PlatôBR. Em uma mensagem enviada ao senador no final de 2023, Santini lembra que Flávio havia falado diretamente com Kassio sobre o processo e que a articulação envolvia o advogado Alan Belaciano, amigo do senador. O gabinete de Nunes Marques afirmou que o ministro recebe parlamentares de diferentes partidos e que essa prática não compromete sua imparcialidade. (PlatôBR)


Longe dos tribunais, uma declaração do presidente Lula durante um comício em Belém passou a ser explorada por aliados de Flávio Bolsonaro após o petista afirmar que mulheres “aprendem a tomar toque desde pequenas” ao comparar a realização de exames ginecológicos com a resistência masculina ao exame de próstata. A frase sobre mulheres gerou críticas de parlamentares ligados a Flávio, que passaram a associá-la a uma referência a abuso sexual. (Globo)


Mais tarde, Lula voltou a explorar a controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida e afirmou que, enquanto estiver no Palácio do Planalto, a santa continuará sendo padroeira do Brasil. A declaração ocorre após a circulação de uma informação falsa de que haveria um movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do país. Lula tem usado o episódio nos últimos dias na campanha para atacar Flávio Bolsonaro. (UOL)


E a primeira-dama Janja Lula da Silva ampliou sua participação na campanha à reeleição do presidente Lula nesta reta final e passou a exercer influência também na definição da agenda de eventos do petista. (Folha)

  

O advogado e empresário Willer Thomaz, investigado por suspeita de fraudes no INSS, entrou na Justiça para reaver R$ 163 milhões alegadamente perdidos em bets. Só no ano passado, Thomaz, que afirma ser viciado em jogos, apostou R$ 5 bilhões online e alega que a empresa Blaze de burlar as regras para lucrar com sua compulsão. O advogado apostava todo o tempo, mesmo, por exemplo, quando deu carona em um jatinho ao senador Flávio Bolsonaro dos Estados Unidos para o Brasil. Os dois viajaram juntos cinco vezes no ano passado. (Metrópoles)

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