Ciranda Política


João na cidade
A candidata a deputada federal Terezinha Dybas (PSD), recebe nesta quarta-feira 23, aniversário de 153 anos de São Bento do Sul, o candidato ao governo do estado João Rodrigues (PSD). A agenda inclui compromissos no município onde deve participar do desfile de aniversário e coletiva com a imprensa. A campanha começa a ganhar ritmo.
O caos que pode cobrar a conta
São Bento do Sul não virou um canteiro de obras por acaso. Virou um retrato de uma administração que começou a confundir obra anunciada com obra entregue.
Avenida São Bento, Mathias Nossol, Estrada Cruzeiro. Muito anúncio, muito cone, muito transtorno e uma pergunta cada vez mais difícil de esconder: quando termina?
O prefeito Antonio Tomazini (PL) foi reeleito em 2024 com amplo respaldo das urnas. Recebeu um mandato para governar — não para administrar justificativas.
A Prefeitura diz que as obras estão andando. Pode até estar. Mas o cidadão não dirige sobre cronograma. Dirige sobre asfalto.
E o problema não está apenas nas ruas
Há investigação do Tribunal de Contas envolvendo o contrato da UPA, estimado em cerca de R$ 68 milhões. Há pressão sobre as contas municipais, com dezenas de milhões em condenações judiciais. Há reclamações sobre a implantação do cartão-alimentação dos servidores. E há uma relação cada vez mais desgastada entre Executivo, Legislativo e setores da própria administração.
Tudo isso pode ter explicações.
Mas explicação não substitui solução.
Uma prefeitura não pode funcionar permanentemente no modo “vamos esclarecer”.
Precisa funcionar no modo “vamos resolver”.
O segundo mandato de Tomazini está diante de um teste que não se vence com fotografia, placa de obra ou ordem de serviço. Vence-se entregando.
Rua pronta.
Conta organizada.
Servidor respeitado.
Saúde sob controle.
Transparência sem medo de fiscalização
E uma equipe capaz de governar sem transformar cada crítica em batalha.
Tomazini tem mandato. Tem legitimidade. Tem o respaldo que recebeu nas urnas.
Mas legitimidade também significa responsabilidade.
Por isso
A discussão sobre uma eventual renúncia deixou de ser apenas provocação política. Tornou-se parte do debate sobre o futuro da cidade.
Se o governo ainda tem força para reorganizar a Prefeitura, precisa demonstrar isso rapidamente.
Se não tem, a pergunta será inevitável:
Até quando São Bento do Sul terá de pagar a conta de uma administração que parece gastar mais energia explicando seus problemas do que resolvendo-os?
A cidade não precisa de mais discurso.
Precisa de ponto final nas obras, nas dúvidas e na desorganização
E, se o governo não conseguir colocar a casa em ordem, caberá ao próprio prefeito decidir se permanecer no cargo ainda serve à cidade — ou apenas ao cargo.



