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Ciranda Política

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • 4 de mai.
  • 4 min de leitura

João Rodrigues se movimenta

O pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, João Rodrigues (PSD), se reuniu com o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), neste sábado, em São Paulo. O encontro também teve a presença do deputado federal e presidente do MDB em Santa Catarina, Carlos Chiodini, do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), do presidente estadual do PSD, Eron Giordani, e do deputado Napoleão Bernardes (PSD). A reunião articulada por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD.


Chiodini vice?!

Vale destacar que Chiodini figura como possível vice de João Rodrigues, na disputa em Santa Catarina. Durante a conversa, João Rodrigues destacou o modelo de gestão adotado por Caiado em Goiás como exemplo de administração com foco em resultado. Já Carlos Chiodini afirmou que o cenário político exige menos confronto ideológico e mais discussão de soluções concretas. Caiado defendeu um país com decisões baseadas em dados e planejamento, apontando áreas como educação, saúde, inovação e empreendedorismo como prioridades.


Eleições na era da IA

Como era de se esperar, o uso de inteligência artificial já está transformando radicalmente as campanhas eleitorais neste ano no Brasil. A menos de seis meses das eleições, equipes de marketing político estão adotando ferramentas capazes de segmentar mensagens em escala, acelerar a produção de conteúdo e substituir parte das pesquisas qualitativas por “eleitores sintéticos” usados em simulações de comportamento.


Vídeos e peças digitais que antes levavam mais de um dia para serem produzidos agora ficam prontos em poucas horas. Integrantes de campanhas de pré-candidatos à Presidência e aos governos estaduais relatam o uso de softwares que monitoram em tempo real a reação de usuários nas redes sociais, mapeando temas com maior potencial de engajamento e identificando apoiadores e críticos. Uma das campanhas mantém uma equipe de mais de 50 pessoas dedicada ao impulsionamento com nanossegmentação, permitindo personalizar

mensagens para perfis específicos do eleitorado. (Folha)


Apesar do avanço tecnológico, as campanhas ainda demonstram cautela diante das regras do Tribunal Superior Eleitoral sobre o uso de inteligência artificial. Embora haja consenso de que deepfakes eleitorais são proibidos, persistem dúvidas sobre os limites legais de outras aplicações da tecnologia. Um levantamento avaliou 13 modelos de IA em 38 temas e identificou comportamento descrito pelos pesquisadores como “bajulação” — quando a ferramenta concorda tanto com quem defende quanto com quem critica uma mesma tese. O fenômeno apareceu em mais de 90% dos temas analisados em alguns modelos. (Folha)


Já o PT prepara uma ofensiva digital para as eleições deste ano e articula o lançamento de ao menos 37 influenciadores ligados ao partido como candidatos a deputado estadual e federal. O grupo reúne atualmente 13 pré-candidatos já anunciados, quatro em fase final de confirmação e outros 20 em negociação. Os nomes têm entre 100 mil e 800 mil seguidores nas plataformas digitais e são apresentados pelos organizadores como parte de um movimento de renovação do partido. Entre os nomes mais conhecidos está o produtor de conteúdo Thiago Reis, que acumula mais de 1 bilhão de visualizações no YouTube e já foi alvo de críticas por divulgar informações falsas ou descontextualizadas. (Estadão)


No mundo analógico, partidos fazem de tudo um pouco para alimentar o universo político digital. Só nesse início de ano, o TSE já teve protocolados 210 levantamentos nacionais e estaduais sobre a corrida ao Palácio do Planalto — média de quase duas pesquisas por dia. Somente em abril foram registrados 64 levantamentos. O volume reflete a antecipação da disputa presidencial e o interesse crescente de partidos, campanhas e institutos em monitorar o comportamento do eleitorado em um cenário ainda considerado volátil. (Globo)


Em um gesto de reaproximação, o senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de um culto liderado por Silas Malafaia no Rio de Janeiro, após meses de atritos causados pelo apoio anterior do pastor a uma chapa à Presidência formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). “É um amigo nosso”, afirmou Flávio, ao dizer que foi prestigiar Malafaia e receber orações pelo Brasil. Antes do culto, ambos participaram de um café da manhã com aliados como o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL), o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella (Republicanos), o líder do PL na Câmara Sóstenes Cavalcante e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas (PL). (InfoMoney)


O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) recuou após defender a flexibilização do trabalho infantil no Brasil. Em um vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que, na verdade, sua proposta se referia à ampliação de oportunidades para adolescentes. A controvérsia começou no Dia do Trabalhador, quando, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, criticou a proibição ao trabalho de crianças, citou os Estados Unidos como exemplo e declarou que “a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança”. A repercussão negativa levou o ex-governador mineiro a ajustar publicamente o discurso. (g1)


Enquanto isso... O ministro do STF Gilmar Mendes vem pressionando a Procuradoria-Geral da República para que dê aval à inclusão de Zema no inquérito das fake news, conta Malu Gaspar. O candidato do Novo divulgou um vídeo que marionetes representando Gilmar e o ministro Dias Toffoli combinam blindagem no caso Master. A pressão tem incomodado a equipe da PGR, para a qual esse inquérito, aberto de ofício em 2019, já deveria ter sido encerrado. (Globo)

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