Ciranda Política
- Vilmar Bueno, o ESPETO

- há 12 horas
- 4 min de leitura

“Não somos reféns de ninguém e não seremos trocados por articulação”, afirma Chiodini – Imagem: Rede Social
Hoje estou utilizando a coluna de Marcelo Lula, do SCemPauta, como fonte para minha coluna Ciranda Política
"MDB desconfiado?!
A fala do governador Jorginho Mello (PL) na segunda-feira, durante o jantar com a Federação União Progressista, de que o seu vice pode ser do MDB ou do PSD, parece ter mexido com os brios dos emedebistas.

Na coluna de ontem, divulguei a rápida conversa que tive com o deputado estadual Mauro De Nadal (MDB), na Assembleia Legislativa, quando ele afirmou categoricamente que, caso ocorra algo fora do combinado, o MDB lançará candidatura própria ao Governo do Estado. “Sem candidato na majoritária nós não ficaremos”, afirmou.
Vale lembrar que não é a primeira vez que Jorginho revela o seu interesse em ter os pessedistas em sua chapa como vice. Conforme informei com exclusividade, na conversa que teve com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, no dia 22 de outubro, o governador afirmou categoricamente que está tentando, para vice, o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD). A fala foi uma resposta à pergunta de Bolsonaro sobre se a deputada federal Carol De Toni (PL) poderia ser a vice — possibilidade rechaçada pelo líder do PL de Santa Catarina.
Ontem foi a vez do presidente estadual dos emedebistas, o secretário de Estado da Agricultura, Carlos Chiodini, se manifestar. Liguei para ele no final da noite. Ao ser questionado sobre a fala de Jorginho a respeito do vice, respondeu que vê os movimentos de Jorginho Mello como uma forma de tentar esvaziar a candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), ao Governo do Estado.
Chiodini entende que o governador sonha com o PSD e com outros partidos para tentar uma eleição morro abaixo, mas que falta combinar com os russos. “O Jorginho está sendo enganado por uma turma que diz que o PSD irá com ele, como Paulinho Bornhausen e Topázio (Neto). O PSD não irá com ele. É meia dúzia de caras que não têm influência nenhuma. Não adianta querer negociar com o porteiro. E o João é muito claramente candidato a governador”, afirmou.
O presidente do MDB foi além ao dizer que o seu partido não será refém de ninguém. “O MDB está tranquilo. Não perdeu nenhum prefeito, e o partido estará na majoritária de qualquer forma. Estamos de sangue doce, sem estresse, sem confusão. Unidos como nunca estivemos”, destacou. Quanto aos movimentos do governador, ele entende que poderia dar um xeque-mate em Rodrigues para que dispute ao Senado pela sua chapa. “Isso seria um strike, acabaria com essa folia toda, de Carol (De Toni) e Esperidião (Amin), mas o João não quer. E eu reconheço que ele tem uma candidatura viável ao governo”, avalia Chiodini.
Em uma análise sobre a situação do PSD no estado, o presidente do MDB avalia que não será possível a Rodrigues renunciar à candidatura ao governo, porque isso faria com que o PSD perdesse força na eleição estadual. “A força está no João. A única saída do PSD é ter candidato — e que é viável”, ressaltou, lembrando que faz a avaliação independentemente das críticas feitas pelo prefeito de Chapecó ao seu partido. “O João fez umas falas infelizes quanto ao MDB, mas ele parou. Se arrependeu”, disse Chiodini.
Outro ponto que chamou a atenção foi quando Carlos Chiodini disse que o MDB e o PSD têm comando, ao contrário do PL. A afirmação foi em razão da crise enfrentada no Partido Liberal, a qual, segundo ele, o governador terá que administrar para não prejudicar o seu projeto eleitoral.
Força do MDB
Seguindo a mesma linha do deputado estadual Mauro De Nadal, o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, afirmou que o partido cobrará do governador Jorginho Mello (PL) que mantenha o combinado, deixando claro que, se não for mantida a palavra, o partido seguirá o seu próprio rumo. Disse que o MDB está montando as suas chapas proporcional e majoritária, e que, se precisar, terá candidato ao Governo do Estado. “Vamos unir os nossos 1,6 milhão de votos a prefeito, a nossa grande base, e vamos ter candidato. Não somos reféns de ninguém e não seremos trocados por articulação”, garantiu.
É a volta do MDB?
As manifestações de Mauro De Nadal e Carlos Chiodini podem servir como combustível para a militância emedebista, que estava saudosa do velho MDB. Quando deixam claro que não serão passivos às vontades do governador Jorginho Mello (PL), Chiodini e Nadal dão um recado claro não somente ao governador, mas também à sua militância, de que não permitirão que o maior partido do estado seja defenestrado pela conveniência eleitoral de Jorginho. Força o partido tem, se quiser disputar a eleição com candidatura própria. Mesmo que não tenha se preparado para tal, o fato é que o MDB tem lideranças com musculatura e uma militância ávida por um 15 que há algum tempo não é visto no cenário político do estado. A conferir os próximos capítulos.
Silêncio
A deputada federal Carol de Toni (PL) resolveu se calar e não se manifestará sobre as falas do governador Jorginho Mello (PL) a seu respeito durante o jantar com a Federação União Progressista. O governador, mais uma vez, tirou a parlamentar do projeto do PL ao Senado. Familiares e pessoas próximas a ela também não querem falar. Porém, tive acesso à informação de que a definição sobre o futuro da parlamentar não passará de dezembro e de que as falas de Jorginho durante o jantar foram desrespeitosas.

Silêncio
A deputada federal Carol de Toni (PL) resolveu se calar e não se manifestará sobre as falas do governador Jorginho Mello (PL) a seu respeito durante o jantar com a Federação União Progressista. O governador, mais uma vez, tirou a parlamentar do projeto do PL ao Senado. Familiares e pessoas próximas a ela também não querem falar. Porém, tive acesso à informação de que a definição sobre o futuro da parlamentar não passará de dezembro e de que as falas de Jorginho durante o jantar foram desrespeitosas."
Fonte: https://scempauta.com.br/






