Ciranda Política Nacional
- Vilmar Bueno, o ESPETO

- há 2 dias
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Em meio à guerra declarada entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em torno das investigações sobre o Banco Master, o presidente da Corte, Edson Fachin, evitou antecipar qualquer decisão sobre a crise e se limitou a dizer que tomará providências nos próximos dias. Sem mencionar Alexandre de Moraes, André Mendonça ou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Fachin afirmou que ainda analisa os fatos e que “medidas cabíveis” serão adotadas depois de cumpridos os procedimentos internos da Corte. Fachin afirmou que a gravidade do momento exige preservar a credibilidade do Supremo. O presidente do STF acrescentou que os fatos conhecidos exigem “o devido encaminhamento institucional” e disse que ocupantes de cargos de alta responsabilidade estão sujeitos a limites. “A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades”, afirmou. (g1)
Fachin iniciou uma rodada de conversas individuais com ministros do Supremo antes de decidir o destino do pedido de apuração que envolve Moraes. A iniciativa ocorre em meio à pressão interna para que Fachin evite tomar sozinho uma decisão sobre um caso que aprofundou as divisões no tribunal. Uma das possibilidades em discussão é submeter o pedido ao plenário, como defendeu o relator do caso, André Mendonça. A ala que apoia Moraes concorda, avaliando que uma decisão coletiva teria maior peso institucional diante da repercussão do caso. (Globo)
Na primeira sessão do STF após a avalanche de acusações, versões e vazamentos que dragaram a corte para a maior crise de sua história, reinou a paz. Moraes participou normalmente da sessão e, em um movimento pouco usual, entrou no prédio do STF pela porta da frente. Mendonça, relator do caso, chegou pela garagem privativa e também não falou com a imprensa. No plenário, Moraes e Mendonça permaneceram sentados lado a lado. (CNN Brasil)
Pressionado por ministros do STF para que o governo se posicione sobre a crise no Supremo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o decano da Corte, Gilmar Mendes, no Palácio do Planalto. O encontro não constou da agenda oficial do presidente. Lula também se reuniu com Fachin, que procurou Lula no Palácio da Alvorada e afirmou que buscava uma “saída institucional” para a crise. (UOL)O dia seguinte à hecatombe detonada no Supremo com a divulgação por Mendonça das supostos conversas entre Vorcaro e Moraes, no entanto, não foi nada pacífico. Logo cedo circulou a informação de que o próprio Mendonça teve um encontro reservado com Vorcaro. A reunião ocorreu em 14 de março de 2025, em São Paulo, durou cerca de duas horas e foi realizada no endereço de um instituto fundado pelo próprio ministro. O encontro foi articulado durante semanas pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). As conversas indicam que ambos já haviam tratado com Mendonça sobre os problemas enfrentados pelo Master no Banco Central antes da reunião com Vorcaro. Mais tarde, Mendonça confirmou o encontro e disse que a reunião tratou única e exclusivamente de temas relacionados a precatórios. (ICL e g1)
Horas depois, vieram à tona detalhes de um depoimento secreto que Vorcaro deu a integrantes do gabinete de André Mendonça sem a presença de representantes da Polícia Federal. Nele, Daniel Vorcaro acusou a PF de ter rejeitado uma tentativa de delação premiada para proteger o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Vorcaro, no entanto, não apresentou provas da acusação nem detalhou a suposta relação que manteria com Andrei. O depoimento foi realizado na quinta-feira passada, na unidade prisional da Papudinha, após a defesa de Vorcaro alegar ao STF que ele se sentia ameaçado por investigadores e tinha receio de revelar o que sabia. (Estadão)
Daniel Vorcaro afirmou ter sofrido tortura psicológica, maus-tratos e ameaças veladas na prisão para que não revelasse informações envolvendo a cúpula da Polícia Federal em uma eventual delação premiada. Vorcaro relatou que teve os olhos vendados durante uma transferência entre unidades prisionais, passou calor dentro de um camburão e ouviu de agentes responsáveis por sua escolta que, caso falasse sobre Andrei, permaneceria preso para sempre. (Folha)
Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que Daniel Vorcaro não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos para sustentar as acusações de ameaças e intimidações feitas em depoimento ao gabinete de André Mendonça e pediu o arquivamento do caso. O pedido foi encaminhado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Gonet, as declarações do ex-controlador do Banco Master não justificam a abertura de novas medidas investigativas. (Metrópoles)
Em outra frente do caso Master, a PGR fechou um acordo de delação premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, que intermediou o envio de dinheiro de Daniel Vorcaro supostamente para financiar o filme Dark Horse, conta Malu Gaspar. Os recursos foram para o fundo Heavengate, administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Conforme revelou a revista piauí, foram feitos pelo menos sete pagamentos ao fundo. O acordo agora vai para a mesa de Mendonça, a quem caba decidir pela homologação ou não. (Globo)
E novos detalhes da relação de Vorcaro com políticos seguem surgindo. Segundo Juliana Dal Piva revela que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos mais ativos do bolsonarismo, telefonou para o dono do Master em março de 2025 para liberar “um ativo de minério”. Na gravação, Nikolas chama Vorcaro de “Dani” e “lindão” e diz querer “mais proximidade” com o banqueiro. (ICL Notícias)
Pedro Doria: “Neste momento, há uma guerra aberta dentro do STF. Uma guerra de vazamentos seletivos. Não estamos mais no tempo da Lava Jato e, a essa altura, o Brasil não tem mais nada de ingênuo. Alexandre não é herói, mas Mendonça tampouco. Não existem heróis. Existe uma disputa de poder no coração da República, uma Polícia Federal quebrada em facções, o STF idem, como o Senado, a Câmara. É difícil que peçam, a nós brasileiros, que acreditemos na boa-fé de quem está nesse jogo”. Confira a análise completa no Ponto de Partida. (Meio)
A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro caiu para oito pontos no primeiro turno, enquanto os dois aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira. No primeiro turno, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 29%. Augusto Cury aparece em terceiro, com 10%, consolidando-se como uma terceira força na disputa. Renan Santos tem 3%, enquanto Ronaldo Caiado e Romeu Zema registram 1% cada. No segundo turno, Lula e Flávio estão em empate técnico. O presidente aparece com 42%, contra 41% do senador. A pesquisa também mostra que Flávio e Lula são os candidatos com os maiores índices de rejeição. O senador é rejeitado por 55% dos entrevistados, enquanto 53% dizem conhecer Lula e não votar nele. (g1)



