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Brasil pode ser peça-chave para futuro da AI

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • 5 de jun.
  • 1 min de leitura

(Foto: Nathan Howard | Bloomberg)


Vai faltar energia para alimentar a inteligência artificial? Pelas estimativas, o consumo dos data centers deve mais que dobrar até 2030, alcançando cerca de 945 TWh por ano — mais do que o consumo total da Alemanha.


Enquanto a maioria dos países tem dificuldade para expandir sua capacidade energética, o Brasil tem grande disponibilidade de energia renovável e uma rede elétrica interligada, capaz de distribuir energia entre diferentes regiões.


Inclusive, em determinados períodos, isso vira um problema: a gente produz mais eletricidade do que o sistema consegue absorver. No último ano, as usinas tiveram que abrir mão de produzir 20% da energia que poderiam produzir.


Essa característica aumenta o apelo para investidores do setor. Prova disso é que o maior acordo da América Latina foi firmado aqui: um contrato de US$ 2 bilhões para o fornecimento de até 300 megawatts por 20 anos.


No entanto…

Para aproveitar esse momento, o país ainda precisa superar desafios de infraestrutura e questões regulatórias. No ano passado, o governo criou o REDATA, um regime especial de tributação voltado para o setor — suspendendo cobranças sobre GPUs, servidores e outros componentes para data centers que não sejam fabricados no Brasil.


Mas a medida perdeu a validade no início deste ano por não ter sido convertida em lei, reacendendo dúvidas para novos investimentos.


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