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Amazon começa a tirar o sono do Mercado Livre

  • Foto do escritor: Vilmar Bueno, o ESPETO
    Vilmar Bueno, o ESPETO
  • há 22 minutos
  • 1 min de leitura

(Imagem: Michael Nagle | Bloomberg | Getty Images)


Quem lidera também olha o retrovisor. Em 2025, o Mercado Livre seguiu como o site de e-commerce mais acessado do Brasil, mas viu a Amazon encurtar a distância como não acontecia há anos.


A companhia de Jeff Bezos ampliou sua fatia de tráfego de 24,7% para 30,3%, enquanto o Meli terminou novembro com 31,9%. Em números absolutos, em novembro foram:


Mercado Livre: 283 milhões de visitas;


Amazon: 269 milhões de visitas.


Não foi por acaso. No 2° semestre, a Amazon decidiu atacar custo e logística ao zerar temporariamente aos vendedores as taxas do modelo fulfillment — em que a própria plataforma cuida de estoque, envio e devoluções.


Além disso, passou a reforçar sua infraestrutura no país e ampliar em 20% a oferta de produtos importados de baixo custo.


Por que isso importa? Hoje, o Mercado Livre é referência no e-commerce brasileiro justamente por controlar a experiência inteira de compra, com modelos como as entregas expressas, que encurtam prazos e aumentam a fidelidade do consumidor.


Não por acaso, a Amazon anunciou recentemente investimentos para acelerar suas próprias entregas expressas e se aproximar desse padrão.


💸 No pano de fundo, a leitura de analistas é que a ofensiva faz parte de um plano maior da empresa: investir cerca de US$ 25 bilhões no Brasil ao longo de três a cinco anos.

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